Historia



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 A CONVOCAÇÃO REAL

Capitulo 1

Suya Violet uma arqueira muito habilidosa, assim como outros aventureiros,  convocada por suas majestades Melody e Sebastian  para irem numa jornada de busca pela joia mística.


A lenda conta que a joia mística é um colar que armazena um grande poder, há relatos de que ele pertenceu ao reino Grimor, mas ao longo da década ele perdeu-se muitos tentaram roubá-lo, outros dizem que o antigo rei levou o colar para uma caverna bem ao noroeste do reino de Nevasca, num lugar remoto e assombrado, muitos se aventuram indo lá, mas ninguém jamais volta para contar a história, por esse motivo os atuais Reis,  Melody e Sebastian, convocaram somente os melhores para essa expedição.



Após a partida dos aventureiros, Suya Violet segue seu próprio caminho, ela decide em ir em direção o norte, próximo às montanhas, ao chegar em uma pequena aldeia, Suya percebe aproximação de uma híbrida uma garota meia humana e meia loba, ao lado dela estava sua matilha, mas o que preocupava Suya não era a garota e sim os lobos que a acompanhavam pois o tamanho desses lobos ao se aproximarem de Suya eram gigantes, um calafrio percorria o corpo da garota ao ver de perto os lobos gigantes, logo a híbrida se direciona com um sorriso no rosto amigavelmente para Suya.

A garota se apresenta como Yuna Namikaze, Yuna não conheceu seus pais humanos e foi criada e alimentada pela matilha, ela cresceu e se tornou alfa de sua alcateia, muitos moradores da vila conhecem a garota e não tem medo dela nem dos lobos ja que eles protegem o vilarejo dos perigos que o cercam.

Após conhecer essa bela e encantadora jovem loba, Suya segue o seu caminho para uma pousada, se instala e fica uns dias no vilarejo ajudando os moradores, e buscando pistas nas proximidades para continuar com jornada em busca da joia mística.

Os dias passam e Suya da (adeus) a sua nova amiga e aos moradores, a garota pega a estrada e continua indo em direção às montanhas geladas.

Após caminhar um longo trajeto, Suya vê uma caravana de pessoas saindo de uma vila, a garota que já estava cansada decide passar por aquele vilarejo.

Suya encontra uma taverna e pede informações sobre as montanhas, mas logo a sua curiosidade faz a garota perguntar

Suya Cranel: quem são aquelas pessoas saindo da cidade?

Uma garota se aproxima de suya e responde

Garota: são pessoas que tiveram as suas vilas atacadas, e estão em busca de um novo lar na capital.

A garota misteriosa se apresenta para Suya como, Lua Olivën.

Lua senta ao lado se Suya e ambas discutem sobre a criatura que destruiu aquelas vilas, quando de repente uma mulher impotente, entra na taverna

ao olhar em redor, Suya percebe que a mulher que acabará de entrar tem status elevado, então ela cochicha com Lua.

Suya Violet: quem é essa?
Lua Olivën. essa é a Rainha Drakania, seu castelo fica no topo da montanha nevada.

suya impressionada com a rainha que acabará de entrar, fica encarando a por alguns minutos.

A rainha percebe que as duas jovens estão à encarando, e responde a altura devolvendo com um olhar desafiador enquanto saia da estalagem...

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O CHAMADO DA RAINHA

Capitulo 2

Numa atmosfera enigmática e envolta pela neve que caracterizava o Reino de Nevasca, uma convocação incomum ecoou por entre as montanhas e vales gelados. A rainha Drakania, com sua postura imponente e olhar perspicaz, decidiu convocar os bravos cavaleiros de seu reino para uma missão de extrema importância.

A carta, selada com cera vermelha e marcada pelo brasão real, era entregue pessoalmente pelo mensageiro real, cujos olhos expressavam tanto seriedade quanto um toque de mistério. O conteúdo da mensagem era claro e direto, mas omitia detalhes cruciais sobre o verdadeiro desafio que aguardava os destinatários.

Na carta, redigida com elegância e precisão, a rainha Drakania solicitava aos cavaleiros que se apresentassem para enfrentar uma ameaça que assolava as terras do reino. O inimigo mencionado era um troll, criatura temida e conhecida por sua ferocidade e destruição

No entanto, a rainha, com sua sagacidade política, optou por não revelar toda a verdade sobre a natureza da ameaça. Consciente de que a divulgação de informações demasiadamente alarmantes poderia minar a coragem de seus súditos, ela escolheu manter em segredo os perigos mais sinistros que aguardavam aqueles que se aventurassem nessa missão.

O conselheiro real, incumbido de enviar a mensagem aos cavaleiros, cumpriu sua tarefa com discrição e cuidado, transmitindo as palavras da monarca sem revelar o peso completo da situação. A carta, com suas palavras cuidadosamente escolhidas, exalava uma aura de urgência e determinação, instigando os destinatários a responderem ao chamado da rainha com coragem e prontidão.

E como incentivo adicional, a rainha prometia uma recompensa digna dos riscos enfrentados: 1.000.000,00 moedas de ouro, um tesouro que poderia mudar o destino daqueles que ousassem aceitar o desafio. Uma oferta tentadora, capaz de despertar a ganância e a ambição até nos corações mais nobres.


À medida que o sol se punha sobre o horizonte coberto de neve, Lua e Suya caminhavam lado a lado em direção ao imponente castelo da Rainha Drakania. Seus passos ecoavam suavemente pelo caminho coberto de gelo, enquanto o vento gélido sussurrava entre as árvores, criando uma atmosfera de expectativa e determinação.

Lua, com sua aura mística e olhos penetrantes, caminhava com uma graça que era quase etérea. Seus cabelos escuros fluíam ao vento, e suas vestes adornadas com símbolos arcanos tremulavam suavemente em seu redor. Em sua mão, ela carregava um cajado ornado com runas antigas, pulsando com o poder das energias mágicas.

Ao seu lado, Suya irradiava uma presença confiante e determinada. Seus olhos brilhavam com a determinação de uma guerreira experiente, e seu arco estava firmemente apoiado em seu ombro, pronto para ser usado a qualquer momento. sua postura transmitia uma confiança inabalável em suas habilidades.

Enquanto adentravam os portões do castelo, Suya e Lua trocavam olhares determinados, cada uma confiando na força e habilidade da outra para enfrentar os desafios que estavam por vir. Com passos firmes e corações destemidos, elas se dirigiam para o interior do castelo, prontas para enfrentar o que quer que o destino lhes reservasse sob a orientação da Rainha Drakania.
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A BATALHA

Capitulo 3

Suya e Lua adentram a imponente sala do trono, onde a aura majestosa da Rainha Drakania permeia o ambiente. Com a graciosa permissão da soberana, as duas se aproximam com uma mistura de respeito e admiração. Num gesto de reverência, Suya e Lua se ajoelham perante a Rainha.

A Rainha Drakania, com uma voz que ressoa autoridade e benevolência, apresenta às duas jovens o seu cavaleiro mais competente e fiel, Bryan Kirby.

O cavaleiro se destaca com uma presença confiante e digna, seus cabelos castanhos moldam seu rosto, enquanto seus olhos castanhos irradiam determinação e lealdade. Firme em sua posição, Braian empunha sua espada, um símbolo de sua coragem e habilidade, que reluz sob a luz do trono.

Neste momento solene, Suya e Lua reconhecem a importância desse bravo guerreiro, honrado por servir à Rainha Drakania.

Bryan Kirby acompanha Suya e Lua na jornada para enfrentar o temível troll. Chegando ao campo de batalha, uma vasta extensão de terra árida e rochosa, Lua, Suya e Bryan ficam petrificados ao testemunhar a magnitude assustadora do monstro diante deles: um troll colossal, erguendo-se a cinco metros de altura, sua figura maciça projetando uma sombra ameaçadora sobre o terreno.

Apesar do medo que os consome, os três decidem avançar corajosamente contra o gigante troll.

Bryan Kirby avança corajosamente contra o troll gigante, seu coração batendo forte enquanto ele se prepara para o confronto iminente. O troll, com suas enormes mãos prontas para esmagar qualquer oponente, rosnando em antecipação ao combate.

Sem hesitar, Bryan investe, sua espada reluzindo sob o sol enquanto ele busca uma abertura na defesa do monstro. Com um movimento ágil, ele se esquiva de um golpe poderoso do troll e contra-ataca com um golpe preciso em direção ao ponto fraco do adversário.

O troll reage com fúria, tentando agarrar Bryan com suas mãos gigantescas. Mas o guerreiro é rápido e habilidoso, dançando ao redor dos ataques do monstro enquanto continua a desferir golpes rápidos e precisos.

Enquanto se aproximam para o combate, percebem algo além da aparência física do monstro. Nos bastidores daquele terror, uma figura delicada, uma fada de cabelos brancos e olhos azuis, manipula habilmente as cordas do poder, controlando o temível troll.

Lua, com sua sensibilidade mágica aguçada, percebe a presença sutil da fada e compreende instantaneamente o perigo que ela representa. O brilho sobrenatural ao redor da criatura, quase imperceptível para olhos comuns, denuncia seu domínio sobre o troll enfurecido.

Sem hesitar, Lua empunha seu cajado e invoca suas energias, canalizando um feitiço para romper a influência da fada. No entanto, a criatura reage com uma força avassaladora. Uma onda de magia selvagem colide com o cajado de Lua, fazendo-o estalar com um som seco antes de se partir em dois. O impacto a faz recuar, mas sua mente permanece firme—o combate estava longe de terminar.

Mesmo sem seu cajado, Lua mantém o controle. Com rapidez e destreza, ela ergue as mãos e conjura um escudo mágico, protegendo-se contra o ataque contínuo da fada. É nesse instante que Lua percebe algo surpreendente: seu poder flui com ainda mais intensidade sem o auxílio do cajado. Sua conexão com a magia se torna mais pura, mais direta.

Aproveitando essa descoberta, Lua reúne sua energia e lança um novo feitiço. A magia se tece no ar em um redemoinho de luz, acertando a fada em cheio. A criatura é arrancada de sua posição de domínio, seu feitiço sobre o troll se desfazendo no mesmo instante. O grande monstro, antes movido por fúria cega, para abruptamente, entrando em um estado de transe momentâneo. O perigo não passou completamente, mas Lua conseguiu uma vantagem decisiva—e agora, estava pronta para terminar a luta.


Aproveitando a oportunidade providencial, Suya e Bryan agem com bravura e determinação, lançando-se contra o troll com todas as forças disponíveis. Suas espadas reluzem à luz do sol, cortando o ar com golpes precisos e poderosos. Com um esforço conjunto e coordenado, eles finalmente conseguem derrubar o gigante troll, fazendo-o cair com um estrondo ensurdecedor no chão, agora inconsciente e derrotado.
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O MOTIVO

Capitulo 4

Lua concentra  canalizando sua magia em uma manifestação de poder, com um movimento decidido de suas mãos, ela conjura uma gaiola mágica ao redor da fada maligna, aprisionando-a em um emaranhado de energia etérea; as barras da gaiola brilham com uma intensidade incandescente, mantendo a criatura sob controle.

Entretanto, mesmo com a fada aprisionada, a ameaça dos trolls persiste. Enquanto Lua e Bryan enfrentam os adversários, Suya, imperturbável, continua a disparar flechas contra os trolls que avançam em direção ao grupo. No entanto, um dos trolls, sorrateiro, se aproxima silenciosamente de Suya, que está desprevenida. Com um golpe furtivo, o troll a atinge por trás, causando-lhe graves ferimentos.

Percebendo a situação crítica de Suya, Lua age rapidamente. Com uma magia precisa e veloz, ela lança um feitiço que afasta o troll de cima de sua amiga, impedindo que o ataque cause mais danos. Com determinação, Lua tenta aplicar seus conhecimentos de cura para amenizar os ferimentos de Suya. No entanto, apesar de seus esforços, a magia não surte o efeito desejado, deixando Lua frustrada diante da gravidade dos ferimentos.

Diante da impossibilidade de curar Suya no calor da batalha, Lua auxilia sua amiga a se apoiar em seus ombros, retirando-a do campo de batalha em direção a uma residência próxima. Lá, ela acomoda Suya em um canto seguro e tranquilo, permitindo-lhe descansar e recuperar suas forças.

Determinada a buscar ajuda para sua amiga, Lua parte em busca de uma curandeira. Seus olhos observam uma figura destemida lutando contra os trolls, uma garota acompanhada por lobos gigantes. Percebendo que a garota está ajudando os feridos, Lua se aproxima dela, esperançosa de obter a assistência necessária para salvar Suya.

Lua se aproximou da garota curandeira, desesperada por ajuda para sua amiga ferida. Sem sequer se apresentar, a garota prontamente seguiu Lua em direção à casa onde Suya estava sendo cuidada. Ao chegar, seus olhos se encontraram com os de Suya, reconhecendo-a imediatamente. Com um olhar de preocupação, a garota se dirigiu a Lua, indagando sobre o ocorrido.

Lua explicou rapidamente a situação, relatando como Suya fora atacada sorrateiramente por um troll, resultando em ferimentos graves que sua magia não conseguira curar completamente. A garota curandeira, conhecida como Yuna Namikaze, agiu com prontidão. Retirando ervas curativas de sua bolsa, ela preparou uma pasta para aplicar nas feridas de Suya e instruiu Lua a buscar ingredientes para um remédio que ajudaria na recuperação da jovem.

Sem hesitar, Lua partiu em busca dos ingredientes, que não estavam muito distantes. Ajudada pela proximidade das ervas em torno das altas árvores da floresta, ela logo encontrou o que precisava. Enquanto Yuna cuidava das feridas de Suya e preparava o remédio, ela percebeu que ainda não havia se apresentado corretamente para Lua.

Assim, Yuna se apresentou como Alfa da matilha Namikase, explicando seu vínculo com os lobos que a acompanhavam. Lua, por sua vez, revelou seu nome e expressou sua admiração pelas habilidades de cura de Yuna. com a atenção voltada para os feridos, elas concordaram em deixar Suya descansar por um tempo.
Lua então sugeriu colocar uma barreira protetora ao redor da casa para garantir a segurança de Suya enquanto ela descansava. antes de partir para ajudar Bryan na batalha contra os trolls,  deixando uma pedra mágica com Yuna, explicando como usá-la para reforçar a barreira, caso necessário.

Depois de garantir a segurança de Suya, Lua voltou para o lado de Bryan, ajudando-o na expulsão final dos trolls do local, com determinação e coragem, eles enfrentaram os inimigos restantes, restaurando a paz na região.

Ao término da batalha e da expulsão dos trolls, Lua e Bryan retornaram para casa, onde encontraram Suya descansando após ter sido ferida gravemente. Lua sentiu um alívio profundo ao ver que a barreira protetora permanecera intacta. Com a fada maligna Zuriky engaiolada em sua posse, ela a confrontou, exigindo respostas sobre seus atos.

A fada, embora inicialmente relutante em cooperar, logo cedeu diante da oferta de uma maçã de Bryan, ela começava a revelar a verdade por trás de seus ataques.

"Meu nome é Zuriky", começou ela, sua voz carregada de resolução. "Sou a rainha do reino das fadas Sylvestria. Originalmente, nosso reino existia nessas terras, banhado pela luz das florestas e dos riachos cristalinos. Mas então, aquela dragoa azul apareceu."

Seus olhos brilharam com uma mistura de dor e determinação enquanto ela prosseguia: "Ela tomou nossas terras, nos expulsando sem piedade. Não podíamos permitir que uma criatura tão malévola tomasse o que nos pertencia. Começamos com os ataques, uma resposta desesperada à sua invasão."

Zuriky respirou fundo, suas asas vibrando com emoção. "A rainha Drakania", continuou ela, com uma ponta de amargura em sua voz, "impiedosamente começou a caçar a nossa espécie, alimentando-se da nossa energia vital. Precisei tomar medidas extremas para proteger o meu povo, para defender a nossa casa da tirania da dragoa azul."

Seu relato ecoou na sala, cada palavra carregada de emoção e determinação. Zuriky era mais do que uma simples fada maligna; ela era uma líder lutando por sua espécie, uma rainha desafiando a injustiça e a opressão. E enquanto sua história se desdobrava diante dos presentes, ficava claro que o conflito entre as fadas e a rainha Drakania era muito mais complexo do que parecia à primeira vista.

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A RECUPERAÇÃO DE SUYA

Capitulo 5

Lua e Bryan, ao ouvir a história da fada Zuriky, ficaram profundamente comovidos, a narrativa os fez questionar se estavam realmente lutando do lado correto dessa história, será que valia a pena lutar por uma rainha que tinha tomado as terras de criaturas que mantinham o equilíbrio no ambiente? Essas criaturas, que foram expulsas, pareciam ser parte essencial do ecossistema que agora estava em desordem.

A promessa de uma recompensa em ouro agora parecia vazia e insuficiente diante das questões éticas que surgiam em suas mentes.

Enquanto Lua e Bryan ponderavam sobre essas questões, Suya permanecia dormindo em sua cama, em processo de recuperação das feridas. Yuna, a curandeira, aproximou-se da casa para verificar o estado da paciente. Para sua satisfação, constatou que as feridas estavam sendo curadas pelas ervas que havia aplicado, prevendo que Suya acordaria dentro de dois dias, completamente restabelecida.

Bryan expressou a sua gratidão a Yuna pelos seus serviços e generosamente ofereceu-lhe um saco com 10 moedas de prata como pagamento pelo seu trabalho. Yuna, por sua vez, ficou sem graça e recusou a oferta, argumentando estar apenas cumprindo o seu papel como amiga de Suya. No entanto, Bryan insistiu, enfatizando que ela poderia usar o dinheiro para continuar ajudando outras pessoas que precisassem dos seus cuidados.

Yuna, após alguma insistência por parte de Bryan, acabou aceitando o saco com as 10 moedas de prata e agradeceu sinceramente pelo gesto. Com o dinheiro em mãos, ela se despediu de Bryan e partiu, decidida a usar aquela quantia para ajudar outras pessoas em necessidade.

Lua, enquanto encarava a fada Zuriky e ponderava sobre libertá-la, se aproximou de Bryan para questionar qual seria sua decisão após ouvir a história da fada, Bryan prontamente afirmou que estava inclinado a continuar com a missão e receber a recompensa em ouro prometida pela Rainha Drakania, ele justificou sua decisão, argumentando que a principal razão da missão era derrotar o troll, não capturar uma fada; no entanto, Lua discordou, defendendo que aceitar o ouro de uma rainha que havia tomado o lar de outra criatura não parecia ser a escolha correta, divididos entre suas convicções, Lua e Bryan decidiram aguardar a completa recuperação de Suya antes de tomar uma decisão final.

O  primeiro dia após a batalha transcorreu tranquilamente, com Lua reforçando a barreira protetora pela manhã, Bryan saindo para caçar alimentos e Yuna visitando Suya para verificar seu estado de saúde.

No segundo dia, enquanto Lua saía em busca de água e Bryan ia buscar alimentos para o café da manhã, a fada Zuriky, praticamente sem supervisão, decidiu agir lançando um pó mágico sobre Suya, e  manipulando o ar para que o pó chegasse até ela, mesmo estando distante de sua cama.

Lua retornou para casa após pegar água e, durante o caminho de volta, percebeu uma perturbação mágica no ar. Intrigada, ela rapidamente questionou a fada, sobre o que estava acontecendo. Antes que Zuriky pudesse responder, Suya despertou subitamente, totalmente recuperada, porém ainda um pouco desorientada após ter estado dormindo por três dias; surpresa com a rápida recuperação de Suya e preocupada com sua desorientação,  Lua aproximou-se imediatamente da amiga para ajudá-la a se levantar e se acalmar. enquanto isso, aguardava ansiosamente pela explicação de Zuriky sobre a perturbação mágica que havia percebido.

Zuriky explicou que havia lançado um pó mágico sobre Suya para acelerar sua recuperação, garantindo que suas feridas se curassem mais rapidamente.

Lua, ainda surpresa com a situação, virou-se para Suya e perguntou como ela estava se sentindo após despertar, Suya, ainda um pouco confusa devido ao sono prolongado, piscou algumas vezes antes de responder, mas expressou alívio por se sentir melhor e agradecida pela preocupação de Lua e Zuriky.


Nesse momento, Bryan chegou com as frutas e a carne de cervo, interrompendo o momento de preocupação e alívio. Ele percebeu imediatamente que algo havia acontecido, Lua explicou rapidamente o que tinha acontecido, Bryan, aliviado ao ver que Suya estava bem, juntou-se ao grupo, oferecendo alimentos para ajudar a fortalecer ainda mais a amiga em sua recuperação.
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TOMADA DE DECISÕES

Capitulo 6

Lua, Suya e Bryan se reuniram pela manhã após o café para uma conversa importante. Lua tomou a iniciativa de explicar a história da fada Zuriky para Suya, destacando a injustiça de mantê-la aprisionada e sugerindo a libertação da criatura como a melhor opção. No entanto, Bryan interrompeu, expressando seu ponto de vista sobre a missão inicial e a importância de receber a recompensa em ouro prometida pela Rainha Drakania.

Suya, reflexiva diante das duas perspectivas, pediu um tempo para pensar em uma terceira alternativa que pudesse conciliar os interesses de todos. Lua e Bryan concordaram em deixar a decisão final nas mãos de Suya.

após um período de reflexão, desenvolveu um plano que acreditava conciliar os desejos de ambos, ela saiu à procura de Lua e Bryan, que estavam conversando do lado de fora, e os cumprimentou com um sorriso antes de explicar sua ideia, o plano consistia em pegar o ouro prometido e, ao mesmo tempo, libertar a fada Zuriky

Suya propôs levar a fada ainda presa na gaiola até a Rainha, alegando que Zuriky era a causa do mal no reino, assim que a Rainha entregasse a sacola de ouro como recompensa, Lua usaria sua magia para criar uma ilusão de si mesma enquanto ficava invisível, quando a oportunidade surgisse, Lua desfaria a gaiola mágica e libertaria Zuriky , enquanto Bryan pegava o ouro.

Apesar de ser um plano arriscado, Suya explicou que tinham um plano B: se algo desse errado, Lua criaria um portal de volta para a casa, ela incentivou Lua a estudar o terreno ao redor da casa para se lembrar caso precisassem usar o plano B.

Lua, ainda um pouco reticente, decidiu confiar parcialmente na iniciativa de Suya, influenciada pelo entusiasmo da amiga. Bryan, por sua vez, estava inclinado a apoiar o plano, pois via nele a oportunidade de obter o ouro tão desejado e resolver a situação da fada ao mesmo tempo.

Com todos concordando em seguir com o plano, eles começaram a traçar os detalhes finais e se preparar para executá-lo. Confiando na determinação e na astúcia de Suya, eles se uniram em um esforço conjunto para alcançar o seu objetivo, esperançosos de que tudo sairia conforme planejado e que Zuriky finalmente encontraria a sua liberdade.



Suya estava concentrada em sua tarefa, cuidadosamente moldando e ajustando as flechas, garantindo que cada uma estivesse pronta para uso, enquanto isso, Bryan dedicava sua atenção à sua espada. Com habilidade hábil, ele afiava a lâmina, as faíscas ocasionalmente dançando no ar conforme aço encontrava pedra. Seu semblante era sério, os músculos tensos com a prontidão para a batalha iminente. Ao lado dele, os mantimentos estavam cuidadosamente organizados, cada item selecionado com precisão para garantir sua sobrevivência nas circunstâncias adversas que se aproximavam.

Enquanto Lua estava imersa em seu próprio mundo de magia e estudo. Seus dedos delicados traçavam padrões complexos no ar enquanto ela murmurava encantamentos antigos. Seus olhos brilhavam com uma luz interior enquanto ela se conectava com as energias ao seu redor, sondando o terreno em volta da cabana em busca da melhor posição para abrir um portal de fuga. Seu conhecimento dos elementos e sua magia arcana seriam cruciais para garantir a segurança do grupo em caso de emergência.

Com a preparação completa e os suprimentos reunidos, Suya, Bryan e Lua se reuniram no centro da cabana, prontos para a próxima etapa de sua jornada, com um aceno de cabeça silencioso, eles confirmaram sua prontidão e se dirigiram para a saída, com passos firmes e olhos alertas, avançavam em direção ao castelo sombrio da Rainha Drakania.

Enquanto caminhavam, cada membro do grupo permanecia vigilante, seus sentidos aguçados em antecipação ao perigo iminente. Suya mantinha seu arco à mão, pronta para atirar a qualquer sinal de ameaça. Bryan segurava firmemente sua espada, seus olhos escaneando constantemente os arredores em busca de qualquer movimento suspeito. Lua permanecia concentrada, seus pensamentos voltados para a magia que os aguardava no castelo, planejando estratégias para enfrentar os desafios que viriam.

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CONFRONTANDO DRAKANIA

Capitulo 7

À medida que Suya, Bryan e Lua adentravam a sala do trono, uma aura de tensão pairava no ar. O ambiente estava impregnado com uma mistura de medo e determinação, enquanto os heróis se aproximavam da presença imponente da Rainha Drakania.

Suya podia sentir seu coração acelerar enquanto se aproximava, uma sensação de nervosismo se instalando em suas entranhas. Ao seu lado, Bryan compartilhava desse sentimento, sua expressão tensa refletindo a gravidade da situação. Lua, no entanto, permanecia inabalável em sua determinação, seus olhos brilhando com uma mistura de coragem e desafio.



Ao se aproximarem da presença majestosa da Rainha Drakania, os três heróis fizeram uma reverência respeitosa. Drakania os recebeu com um sorriso caloroso em seus lábios, seus olhos brilhando com um interesse sutil. Para ela, a chegada de Bryan, seu guerreiro fiel, acompanhado por Suya e Lua, era motivo de celebração e antecipação.

Enquanto Suya mantinha a compostura diante da Rainha Drakania, seus olhos transmitiam determinação, cada gesto calculado como parte de um plano cuidadosamente elaborado. Com um sinal sutil, ela deu início ao desenrolar dos eventos, revelando à rainha a verdade sobre Zuriky e a devastação que ela havia causado às vilas do Reino de Nevasca.

Conforme Suya expunha os detalhes sombrios, o semblante da Rainha Drakania mudava gradualmente, passando de uma expressão alegre a uma aura de seriedade. Seus olhos penetrantes fixavam-se em Suya enquanto ela absorvia as palavras da intrépida heroína.

Drakania pediu para que a fada fosse entregue em suas mãos, mas antes que Bryan pudesse tomar qualquer ação, Suya interveio, ressaltando que a prioridade era derrotar o troll gigante que assolava o reino. Ela exigiu a recompensa prometida em troca do serviço prestado.

A contrariedade de Drakania era palpável, mas ela cedeu, ordenando que um de seus guardas entregasse o ouro aos heróis. Enquanto isso, Lua, em sua forma invisível, preparava-se para agir, posicionando-se estrategicamente próxima à gaiola que continha Zuriky.



No entanto, quando a Rainha Drakania solicitou novamente a entrega da fada, Suya recusou-se veementemente, declarando que a verdadeira vilã era a própria rainha, que havia usurpado o reino das fadas e os devorado.

Um riso sarcástico escapou dos lábios de Drakania enquanto ela rejeitava as acusações, sugerindo que a história contada por Suya era mera fantasia inventada pela própria fada em questão.

Enquanto a Rainha Drakania narrava sua versão dos eventos, uma aura de tragédia pairava sobre a sala do trono. Sua voz ecoava com um tom de pesar e remorso, contrastando com a aura sombria que emanava dela.

Drakania descreveu como chegou ao Reino de Nevasca em busca de refúgio, ferida e exausta após uma perseguição implacável por caçadores. Ela encontrou abrigo em uma caverna nas montanhas, onde se viu compelida a entrar em um estado de hibernação prolongada para sobreviver.

Para sua surpresa, quando despertou de seu sono profundo, as terras que antes estavam desertas haviam sido ocupadas por um reino vibrante de fadas. Drakania relatou sua aversão ao ambiente de alegria e cantoria das fadas, desencadeando um acesso de raiva que a levou a atacá-las e devorá-las em um ato impulsivo e irracional.

O remorso a assolou quando recuperou sua sanidade, e em uma tentativa de reparar os danos que causara, construiu um castelo para proteger o povo que agora habitava as terras outrora das fadas. No entanto, ela lamentou que as fadas nunca mais retornaram, deixando-a em um estado de solidão e isolamento.

A expressão da Rainha Drakania era uma mistura de angústia e resignação enquanto ela concluía sua história, culpando a Rainha das Fadas por não lhe conceder a oportunidade de diálogo ou reconciliação.

Diante dessa narrativa comovente, Suya, Bryan e Lua trocaram olhares carregados de incerteza. Enquanto a verdade parecia se desdobrar diante deles, a complexidade dos eventos levantava questões sobre a natureza do conflito e o papel que cada lado desempenhava nele. A decisão sobre como proceder a seguir pesava sobre seus ombros, pois o destino do reino dependia das escolhas que fariam a partir daquele momento.

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 SEGUINDO O DESTINO

Capitulo 8

Nossos heróis, após saírem do castelo, Suya, Bryan e Lua se viram diante de uma questão crucial: como transportar uma grande quantidade de moedas de ouro sem chamar a atenção de saqueadores ou ladrões?

Foi então que Suya teve uma ideia brilhante. Conhecendo as habilidades mágicas da Lua, ela propôs que o saco de moedas fosse encolhido através de um feitiço, tornando-o do tamanho de uma pedra. Lua, com sua magia benevolente, prontamente concedeu o pedido de Suya, e o saco foi reduzido, aliviando assim o fardo que pesava sobre o grupo.

Determinados a encontrar um local seguro para descansar e discutir os seus próximos passos, os três viajantes seguiram em direção à densa floresta. A escuridão da noite os envolvia enquanto montavam acampamento entre as árvores centenárias.



Foi então que Lua, com cuidado e precisão, restaurou o tamanho original do saco de ouro, revelando a riqueza que haviam conquistado juntos.

Com o ouro à sua frente, os heróis enfrentaram uma nova questão ética: como dividir a recompensa de forma justa?

Suya propôs uma divisão igual entre eles, refletindo a confiança e a solidariedade que os unia. Em um ato de comunhão e cooperação, eles dividiram o tesouro em três partes iguais, cada um recebendo sua justa recompensa pelo trabalho árduo e os desafios enfrentados.

Enquanto compartilhavam o ouro, também compartilhavam seus sonhos e preocupações. Suya expressou sua determinação em continuar a busca pela joia mística, essencial para os reis de Grimor. Lua, movida pelo espírito de aventura e curiosidade, decidiu acompanhá-la nessa jornada perigosa. No entanto, a decisão de Bryan trouxe uma sombra de incerteza sobre o grupo.

Como um cavaleiro leal à Rainha Drakania, ele sentia o peso de seu dever sobre seus ombros. A proposta de Lua de voltarem juntos e pedirem permissão à rainha para que Bryan os acompanhasse foi considerada, mas o cavaleiro recusou. Seu dever era para com o reino de Nevasca, e ele iria pessoalmente conversar com a Rainha Drakania na manhã seguinte.

Os olhares trocados entre Suya e Lua refletiam a preocupação que sentiam pela decisão de Bryan, mas ambos respeitavam a sua determinação em honrar os seus votos como cavaleiro.

Enquanto o grupo se preparava para descansar após as decisões tomadas e os eventos do dia, Suya, atenta aos sons da floresta, percebeu um movimento estranho entre as árvores. Seus sentidos aguçados a alertaram para a presença de algo incomum ao redor do acampamento. Imediatamente, ela compartilhou suas preocupações com seus companheiros, Lua e Bryan.

Diante da possibilidade de perigo iminente, o grupo decidiu agir com cautela e prudência, mantendo uma vigília constante durante a noite. Bryan, com sua determinação inabalável e devoção à proteção dos seus amigos, ofereceu-se para iniciar o turno de vigília, permitindo que Suya e Lua descansassem em paz enquanto ele mantinha uma guarda vigilante sobre o acampamento.




Enquanto o crepúsculo cedia lugar à noite, Bryan permaneceu vigilante ,em busca de qualquer sinal de perigo,  seus ouvidos estavam atentos a cada ruído, cada suspiro do vento entre as folhas das árvores, ele estava determinado a proteger seus companheiros, mantendo-os a salvo de qualquer ameaça que pudesse surgir na escuridão da noite.

Suya e Lua puderam finalmente se entregar ao merecido descanso, confiantes de que estavam em boas mãos sob a guarda vigilante de Bryan. A paz que envolvia o acampamento era interrompida apenas pelo murmúrio suave da brisa noturna e pelos sons da natureza ao redor.

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 A PARTIDA DO CAVALEIRO

Capitulo 9



Na suave luz da manhã, Lua e Suya despertaram com o calor do sol derramando-se entre as folhas das árvores. Ao olharem ao redor, perceberam que Bryan ainda estava profundamente adormecido, seu corpo descansando após a vigília noturna. Em um gesto de gratidão pela proteção que ele oferecera durante a noite, as garotas decidiram deixá-lo dormir um pouco mais, enquanto elas assumiam as tarefas matutinas.

Suya, ágil e determinada, dirigiu-se ao riacho próximo para buscar água fresca, enquanto Lua partiu em busca de lenha e ervas para o café da manhã, Suya, habilidosa em caça, procurou por um coelho para complementar o banquete matinal,  enquanto o sol subia gradualmente no céu, o acampamento ganhava vida com os sons suaves da natureza e a atividade diligente das duas jovens aventureiras.

Com habilidade e trabalho em equipe,  Suya e Lua trabalharam em harmonia, transformando os recursos naturais da floresta em um festim apetitoso. O aroma tentador de comida recém preparada pairava no ar, e logo o som reconfortante do fogo crepitando e a água borbulhando preenchiam o acampamento..

Quando Bryan finalmente despertou, foi recebido pelo aroma delicioso que pairava no ar e pela visão reconfortante de suas amigas sorrindo ao seu redor, ao dar-lhes bom dia, um som inesperado interrompeu a serenidade da manhã: o estômago de Bryan emitiu um ronco alto e audível, desencadeando risadas contagiantes entre os três companheiros com uma risada terna, Suya rapidamente serviu um prato generoso para Bryan, compartilhando o fruto de seu trabalho e carinho com aquele que tão gentilmente os protegera.

Após a refeição, Bryan expressou sua gratidão a Suya por permitir que ele resolvesse seus assuntos com a Rainha Drakania naquele dia. Ele prometeu retornar ao acampamento até o final da tarde, assegurando que estaria pronto para continuar a jornada ao lado de suas valentes companheiras. Suya, confiante na palavra de Bryan, concordou em aguardar sua volta até o dia seguinte, com a promessa de um reencontro próximo, Bryan se despediu de Lua e Suya, partindo em direção ao castelo da Rainha Drakania.



Bryan enfrentou uma jornada árdua em direção ao castelo da Rainha Drakania, situado no pico mais alto do reino. O caminho sinuoso e íngreme demandou quase um dia inteiro de caminhada, com cada passo levando-o mais perto de seu destino e da decisão que mudaria o curso de sua vida.

Ao adentrar os imponentes portões do castelo, Bryan foi recebido pela aura majestosa e imponente da rainha. Com uma reverência respeitosa, ele se apresentou diante dela e iniciou a conversa com humildade e determinação. Explicou seu desejo de ser liberado de seu dever como cavaleiro do reino para poder acompanhar Suya e Lua em sua busca pela joia mística.

A Rainha Drakania ouviu atentamente as palavras de Bryan, seu olhar penetrante avaliando-o com interesse. Ao saber que Suya e Lua estavam envolvidas na busca pela joia, sua expressão demonstrou um súbito interesse na questão. No entanto, ela impôs uma condição: Corey, seu leal braço direito, deveria acompanhá-los nessa jornada. Bryan, compreendendo a importância da missão e o valor da lealdade, concordou com a condição estabelecida pela rainha.

Assim, com um gesto de sua mão, a Rainha Drakania concedeu a Bryan sua liberdade dos deveres para com o reino, permitindo-lhe seguir seu coração e se juntar a seus amigos na busca pela joia mística.

Na calada da madrugada, sob o manto das estrelas, Corey e Bryan partiram do imponente castelo da Rainha Drakania em direção ao acampamento onde Suya e Lua aguardavam ansiosamente pelo retorno de Bryan. Enquanto seus passos ecoavam pelas estradas escuras e silenciosas, Bryan sentia o peso da incerteza pairando sobre ele.

O pensamento de como Suya e Lua reagiriam à presença de Corey em sua jornada inquietava Bryan. Embora fossem irmãos, a distância emocional que havia se formado entre eles ao longo dos anos pesava em sua mente. No entanto, Bryan vislumbrava a possibilidade de uma reconciliação durante essa viagem compartilhada.


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 DEFININDO O TRAJETO

Capitulo 10


Corey e Bryan avançavam cautelosamente em direção ao acampamento, mas antes mesmo que pudessem dar mais um passo, uma flecha cortou o ar em sua direção, seguida por uma voz firme exigindo que se identificassem.

Era Suya, vigilante e determinada, pronta para proteger seu acampamento contra qualquer ameaça. Porém, antes que a flecha pudesse encontrar seu alvo, Corey, agindo por instinto, interceptou-a habilmente, cortando-a ao meio com um movimento preciso de sua espada. Enquanto isso, Bryan se adiantava para anunciar sua chegada, aliviando a tensão no ar ao revelar sua identidade, Suya e Lua, aliviadas e felizes por vê-lo novamente, receberam seu amigo com abraços calorosos.

No entanto, a presença de Corey trouxe uma sombra de desconfiança ao grupo. Suya, com olhos perspicazes, lançou um olhar desconfiado em direção ao jovem desconhecido ao lado de Bryan, questionando quem ele era. Bryan, então, revelou que Corey era seu irmão e explicou que sua presença foi requisitada pela Rainha Drakania como condição para sua partida, a revelação deixou Lua intrigada, um sentimento de familiaridade pairando em sua mente enquanto observava o jovem de semblante sério à sua frente.

Apesar das dúvidas iniciais, Suya e Lua decidiram dar as boas-vindas a Corey e se apresentaram cordialmente. Suya então explicou aos rapazes sobre a jornada em busca da joia mística, delineando as duas opções disponíveis: seguir em direção à caverna no extremo noroeste de Nevasca ou explorar as cidades ao sul em busca de informações concretas sobre a joia.

Suya enfatizou os perigos e desafios que aguardavam na jornada para a caverna, destacando a necessidade de uma preparação adequada e a aquisição de novos equipamentos, algo viável com o ouro que possuíam. Por outro lado, o caminho para as cidades ao sul exigiria menos preparação, mas envolveria investigações mais detalhadas sobre a localização e natureza da joia mística.

Diante das duas opções, o grupo se reuniu para deliberar sobre o melhor curso de ação a ser seguido. Com mapas em mãos, Bryan expressou sua opinião sobre a rota da caverna, destacando que, embora fosse um trajeto mais longo e desafiador, representava uma opção mais discreta.

Ele argumentou que fazer muitas perguntas nas cidades poderia chamar a atenção indesejada para eles, despertando o interesse de pessoas que também estivessem atrás da joia mística. Ao optarem pela rota da caverna, poderiam manter sua missão entre eles, minimizando o risco de serem descobertos por possíveis adversários, Suya e Lua ponderaram as palavras de Bryan, reconhecendo a sabedoria em sua análise.

Lua levantou uma questão válida, reconhecendo que mesmo seguindo pela rota da caverna, eventualmente precisariam buscar suprimentos e recursos nas cidades próximas. Ela ponderou que, embora pudessem tentar minimizar a quantidade de perguntas feitas, ainda seria inevitável passar pelas cidades sem atrair algum nível de suspeita.

O grupo se viu diante de um dilema. Por um lado, a rota da caverna oferecia a vantagem da discrição, mas, por outro lado, a necessidade de abastecer-se nas cidades colocava-os em uma posição vulnerável. dadas as opções apresentadas, o grupo agora enfrentava uma decisão crucial, que moldaria o curso de sua jornada em busca da joia mística.




Legenda do Mapa:
     Em preto = atual posição
     Em amarelo = A caverna
     Em Vermelho = As cidades

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 LEMBRANÇAS NOSTÁLGICAS

Capitulo 11

Corey Kirby, após considerar cuidadosamente as duas opções, tomou a palavra com um tom firme,  ele sugeriu ao grupo: "Já que precisamos de suprimentos e novos equipamentos, por que não seguimos em direção à caverna e passamos pelo nosso clã?

Seguindo o mesmo raciocínio do seu irmão, Bryan acrescentou: "Sim, lá podemos comprar comida e equipamentos. Como um clã de caçadores, naturalmente temos um ferreiro de excelente qualidade. E, Suya, você pode até conseguir algumas flechas novas e de qualidade." Os olhos de Suya se iluminaram com a empolgação diante da possibilidade de novas flechas, e ela concordou rapidamente.


Lua, vendo a empolgação de Suya, concordou com o grupo, e assim eles partiram. Ao saírem da floresta, caminharam por quase um dia, mas antes de escurecer, uma árvore caída na estrada bloqueava o caminho dos heróis, parecia ter sido cortada por alguém, então o grupo manteve-se alerta enquanto traçava outra rota, evitando cair em alguma armadilha. Forçados a seguir por dentro da floresta, onde animais selvagens viviam, após algumas horas a noite caía e o grupo levantou acampamento. Não havia rio por perto e parecia que tinham saído da rota.

Enquanto Bryan e Corey analisavam as rotas seguras até seu clã, Suya se aproximou de Lua e iniciou uma conversa, perguntando à garota o que ela achava de Corey,

Lua expressou que ele era um amigo de infância, e então ela lembrou de Corey e do dia em que se conheceram, Suya perguntou como Corey era na infância, e Lua contou a história. dizendo que quando era pequena, estava brincando na floresta com sua irmã Hope, quando avistaram dois garotos que aparentavam ter a mesma idade delas.

Eu achava que eles queriam nos fazer mal, então fiquei em alerta, caso quisessem nos machucar, enquanto isso, Hope observava por trás de mim", Lua começou a relembrar. "Foi quando Corey falou que não queria nos machucar, e passamos a tarde os quatro brincando. Ali nasceu nossa amizade, porém, depois de alguns anos, não tive mais contato com eles,  fiquei sabendo que tinham voltado para Nevasca, sem a possibilidade de despedida, mas não acho que ele se lembre de mim e de Hope, já que foi há tanto tempo", Lua concluiu, com o semblante triste.

Enquanto traçavam o plano, Bryan e Corey conversavam entre si. Bryan perguntou a Corey sobre sua ausência durante esses anos, e começaram a lembrar do passado. Bryan relembrava a época em que eram muito unidos e da diversão que tinham com Lua e Hope. Os olhos de Bryan brilhavam com a nostalgia daqueles momentos especiais.

Com surpresa nos olhos e a memória voltando, Corey olhou em direção a Lua. A lembrança daquele dia em que se conheceram inundou sua mente, revivendo os momentos de diversão na floresta.

No entanto, agora que ele lembrava, não sabia como se reaproximar de sua amiga de infância. Um sentimento de incerteza e melancolia o envolveu, pois o tempo distante poderia ter mudado as coisas entre eles. Corey se perguntava se Lua ainda se lembrava dele com a mesma afetuosidade e se havia espaço para ele em sua vida agora.

Corey olhou para Bryan com um misto de tristeza e gratidão ao ouvir suas palavras. "Esses foram tempos em que eu amava", ele murmurou, deixando transparecer a nostalgia em sua voz. "Mas após ter sido chamado pela rainha...", Corey continuou, seu tom de voz tornando-se mais sombrio, "...a situação me fez mudar. No entanto, nunca me esqueci de você, Bryan. Em todas as missões de risco, eu pensava em você, meu irmão. Se estava bem, como ficaria sem mim em sua vida... Eu não queria lhe causar sofrimento, apenas amenizar a sua dor caso um dia eu não estivesse mais aqui para você.

Bryan compreendeu profundamente o sentimento de seu irmão e expressou sua gratidão por sempre protegê-lo e cuidar dele mesmo à distância. "Sinto falta de você por perto", ele admitiu com sinceridade, "mas eu vou lidar com a situação. Você não precisa se preocupar tanto comigo, afinal, sou um cavaleiro forte", ele acrescentou com um leve sorriso, tentando animar o ambiente.

A troca de palavras entre os irmãos ressaltou o vínculo profundo e a confiança mútua que compartilhavam, mesmo diante das adversidades que os separaram temporariamente.

Assim, Suya chamou Corey e Bryan para perto da fogueira, onde uma refeição simples, mas reconfortante, estava pronta, a comida era quente e saborosa, enchendo-os de energia após um longo dia de jornada

Após saciarem a fome e o cansaço, dirigiram-se para as suas camas improvisadas, cada um envolto pelo aconchego da noite. Sob o manto escuro do céu estrelado, deixaram para trás as preocupações do dia e entregaram-se ao descanso merecido a brisa noturna sussurrava suavemente entre as folhas das árvores, criando uma atmosfera de paz e tranquilidade ao redor do acampamento.



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 SOCIALIZANDO

Capitulo 12


Ao despertar na manhã seguinte, Lua encontrou Corey já de pé, cuidadosamente preparando a fogueira. A luz do amanhecer brincava em seus cabelos enquanto ele se ocupava com a tarefa. Ela se aproximou dele, um sorriso amigável adornando seu rosto, e o cumprimentou com um animado e alegre "bom dia". Corey, ao ver Lua se aproximando, devolveu o sorriso de forma gentil e respondeu calorosamente ao bom dia, =fazendo o ambiente ser permeado por uma atmosfera agradável de companheirismo

Lua, sempre disposta a colaborar, não hesitou em perguntar a Corey se ele precisava de alguma coisa. Corey, por sua vez, pediu que ela buscasse água; com a ausência de qualquer rio por perto, Lua teve a ideia de usar sua magia. Em um instante, com um gesto gracioso de suas mãos, ela fez surgir água diretamente na panela que Corey segurava.


Corey observou Lua usar suas habilidades mágicas com um olhar de admiração e surpresa. Ele elogiou as habilidades dela, dizendo que eram verdadeiramente incríveis. Lua agradeceu, mas respondeu de uma maneira que sugeriu que, para ela, criar água com magia era a coisa mais natural do mundo, como se fosse tão normal quanto respirar.

A manhã prosseguiu de forma agradável. Enquanto Corey cuidadosamente preparava o café, Lua o ajudava como podia, ela saia do acampamento em busca de algumas ervas que servisse como tempero para a comida do café da manha, logo Bryan saiu de sua barraca e cumprimentou seu irmão Corey que estava sentado perto da fogueira. Corey como irmão mas velho ao olhar para Bryan pediu que ele fosse se preparar para tomar café.

Enquanto isso, Suya ainda estava envolta em sonhos, dormindo tranquilamente em sua barraca, quando um barulho repentino a acordou. Imediatamente, a garota pegou seu arco e flechas e saiu rapidamente da barraca, pronta para enfrentar qualquer perigo.

Nesse momento, Bryan já havia despertado e estava junto de Lua e Corey. Os três, ao olharem para Suya que acabara de acordar, não conseguiram conter o riso. Suya, ainda confusa e meio sonolenta, perguntou o motivo da risada. Bryan acalmou Suya dizendo que estava tudo bem, que ele, sendo desastrado como era, havia tropeçado em cima de algumas panelas. Assim, ele pediu desculpas por acordá-la subitamente.

Suya abaixou o arco ao ouvir Bryan e logo percebeu que seus cabelos estavam desarrumados, parecendo uma pequena juba de leão - sendo esse o motivo da risada. Suya, um pouco envergonhada, voltou para a barraca para se arrumar adequadamente. Quando saiu, seus cabelos estavam arrumados e ela se juntou aos outros perto da fogueira para o café da manhã, completando a cena de uma manhã tranquila e feliz no acampamento.

Após o café da manhã, cada um deles começou a arrumar suas coisas, preparando-se para continuar a viagem. O sol já estava alto no céu, prometendo um dia claro e ensolarado enquanto se dirigiam para o clã Kirby, um caminho que os levaria em direção à Caverna.

Enquanto dobravam as barracas e organizavam seus pertences, conversavam animadamente sobre os planos para o dia. Corey verificava os mapas e orientava o grupo sobre o próximo trecho da jornada, enquanto Lua guardava seus componentes mágicos com cuidado. Bryan conferia o estoque de suprimentos, garantindo que nada fosse esquecido.

Suya, já mais desperta e agora com os cabelos devidamente arrumados, participava das tarefas, mostrando-se determinada a superar o pequeno incidente da manhã. Com um sorriso no rosto e o arco pronto para qualquer eventualidade.

Assim, eles seguiram viagem, caminharam por mais 3 dias antes de chegarem ao Clã Kirby. Durante o trajeto, enfrentaram desafios naturais e compartilharam histórias animadas ao redor da fogueira durante as noites


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 CLÃ KIRBY

Capitulo 13

Ao chegar no clã Kirby, nossos heróis se depararam com um cenário deslumbrante. O sol do meio-dia brilhava no céu azul, iluminando as casas de madeira que estavam cobertas pela neve.



Ansiosos por encontrar um lugar para se hospedar Corey direcionou o grupo ate uma taverna, enquanto Corey cuidava dos arranjos com a dona da taverna, negociando a locação de dois quartos com camas separadas,

Bryan, Suya e Lua, sentaram -se em uma mesa, quando inesperadamente Bryan foi abordado por um jovem de cabelos ruivos e olhos verdes, aproximadamente da mesma idade que ele.
Era Niel Kirby, um rosto familiar que trouxe um sorriso instantâneo ao rosto de Bryan. Os dois amigos se cumprimentaram calorosamente com um abraço afetuoso.

Em seguida, Bryan prontamente apresentou Suya e Lua a Niel, compartilhando a alegria do reencontro com seu amigo de infância. Niel recebeu os novos conhecidos com um sorriso caloroso, mostrando-se receptivo e amigável.

Niel e Bryan estavam imersos em uma conversa animada enquanto Suya e Lua observava atentamente. Com um brilho de interesse nos olhos, Niel questionou Bryan sobre suas experiências desde que partiram. Bryan, com um sorriso nostálgico, revelou que ele e Corey haviam servido à Rainha Drakania no passado, uma revelação que trouxe um sorriso sincero ao rosto de Niel.

No entanto, Bryan não parou por aí. Ele continuou, explicando que atualmente estavam em uma jornada de busca, afastados dos serviços ao reino. Antes que Bryan pudesse aprofundar mais sobre o assunto, Suya interrompeu com delicadeza, desviando a conversa para outro rumo

Suya, mostrando sua sagacidade, dirigiu-se a Niel com um novo questionamento, buscando informações sobre onde poderiam encontrar novos equipamentos.

Em resposta Niel ofereceu sua ajuda, garantindo que os levaria ao mercado na manhã seguinte. Suya aceitou a oferta com gratidão, ansiosa para renovar seus suprimentos e equipamentos.

Niel, antes de partir, fez questão de avisar Bryan, Suya e Lua sobre um evento especial que ocorreria naquela noite às 20:00. Tratava-se de um festival anual, uma tradição na comunidade, onde todos se reuniam para celebrar o aniversário da fundadora Alia Kirby. Esse festival não era apenas uma festa comum; era uma oportunidade para expressar respeito e honrar o legado deixado por Alia Kirby

Bryan expressou sua gratidão a Niel pelo aviso e confirmou que iria ao festival, prometendo também informar seu irmão Corey sobre o evento.
Com um sorriso afetuoso, Niel se despediu do grupo e se dirigiu para sua casa, na espera de rever seus antigos e novos amigos.

Enquanto isso, Corey se juntou ao grupo, anunciando que já havia conseguido as chaves do quarto. Ele entregou uma das chaves a Lua e guardou a outra consigo, pois dividiria o quarto com seu irmão, deixando Lua e Suya juntas em outro quarto. Com os arranjos feitos, o grupo se preparou para relaxar e descansar após o dia de viagem. Enquanto caminhavam em direção aos seus quartos na taverna.

No quarto de Bryan e Corey, os irmãos se acomodaram confortavelmente, envoltos pela familiaridade do ambiente. Em meio ao silêncio reconfortante, trocaram algumas palavras carregadas de nostalgia, relembrando os tempos em que voltar para casa após tanto tempo era motivo de alegria indescritível. As memórias da infância e das aventuras compartilhadas ressurgiram, trazendo sorrisos aos seus rostos cansados. Ali, no aconchego do quarto, o vínculo entre os irmãos se fortaleceu ainda mais, lembrando-os do significado profundo de lar e pertencimento.

Enquanto isso, no quarto de Lua e Suya, a atmosfera era leve e descontraída. As amigas, confortavelmente instaladas em suas camas, trocavam fofocas animadas sobre Niel, sendo descrito como bonito, educado e charmoso. Suya, com seu olhar perspicaz, notou que Niel lançava olhares discretos na direção de Lua, o que despertou um leve rubor nas bochechas dela.

Lua, um tanto tímida, expressou a sua opinião em resposta ao que Suya disse, admitindo que achava Niel bonito, mas não tinha interesse em se envolver romanticamente com um estranho.



Suya concordou com Lua, enfatizando a importância de ser cautelosa com quem se relaciona, mesmo que a pessoa seja atraente. Ela reconheceu que, embora Niel fosse amigo de infância dos meninos, muito tempo havia se passado desde que se viram pela última vez.

E Lua prosseguiu dizendo que apesar de Niel ser amigo de infância dos meninos, o tempo poderia ter trazido mudanças significativas em sua personalidade e valores. Diante das incertezas, Suya e Lua concordaram que era prudente manter um equilíbrio entre confiança e cautela ao lidar com novas amizades e relacionamentos
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 O FESTIVAL

Capitulo 14

Após a conversa, Suya lançou um olhar rápido para o relógio que marcava já 19:00 horas. O tempo parecia ter voado enquanto eles relaxavam, e agora era hora de se preparar para o evento tão esperado. Com um sorriso animado, Suya virou-se para Lua, sua companheira de aventuras, e ambos começaram a se arrumar com entusiasmo, enquanto Bryan e Corey, seus companheiros de jornada, também estavam ocupados se arrumando em seus próprios quartos.

Logo depois de se arrumarem, nossos heróis saíram de seus quartos e seguiram em direção à praça central da vila. O cenário estava impregnado de uma atmosfera festiva, com luzes coloridas penduradas por todos os lados e uma multidão de pessoas animadas reunidas para o evento. No centro da praça, destacava-se uma imponente estátua de pedra da fundadora da vila, uma figura reverenciada pela comunidade como símbolo de liderança e coragem.

O Clã comemorava o aniversario  de Alia Kirby, a lendária caçadora e fundadora do Clã Kirby, era conhecida por suas façanhas extraordinárias que desafiavam os limites do possível. Sua habilidade em caçar criaturas lendárias, como dragões e trolls gigantes, a destacou como uma das maiores caçadoras de sua época, se não de todos os tempos. Sua coragem e destreza eram lendárias, e suas proezas se tornaram parte integrante da história dos caçadores.


Os habitantes da vila estavam reunidos ao redor da praça, conversando animadamente, dançando, rindo e compartilhando histórias; O aroma tentador de comida tradicional pairava no ar, enquanto os vendedores ambulantes ofereciam iguarias locais aos transeuntes.

Enquanto os nossos heróis continuavam a caminha em direção à praça, foram abordados por Niel, que se aproximou do grupo, mas seus olhos estavam fixos em Lua. ele cumprimentou todos calorosamente e, com um sorriso encantador, convidou Lua para dançar. Lua, um pouco tímida, aceitou o convite de Niel, e logo os dois se juntaram aos outros casais que já estavam dançando, perdendo-se na melodia envolvente que preenchia o ar.


Enquanto isso, Suya, Bryan e Corey permaneceram juntos por um momento, observando os outros dançar. Não demorou muito para que Corey se afastasse, deixando Suya e Bryan ali. Bryan notou o movimento de Corey na direção de uma mulher incrivelmente bonita, com longos cabelos loiros e olhos acinzentados. Observou seu irmão convidando-a para dançar e, em um gesto de apoio, enviou-lhe um sorriso.

"Finalmente, hein?", murmurou Bryan consigo mesmo, antes de voltar a sua atenção para sua amiga, Suya. Com um sorriso gentil, ele a convidou para se juntar à dança também. Suya, timidamente, aceitou o convite, e logo os três estavam girando e se movendo ao ritmo da música, desfrutando da companhia um do outro e da atmosfera festiva ao redor.



O evento continuou com todos participando da dança, rindo, conversando e se divertindo juntos. o evento transbordava de memórias felizes e laços fortalecidos. Sob o brilho das estrelas, a energia da celebração ainda pairava no ar, porem gradualmente o festival chega ao fim

Os últimos acordes da música ecoavam suavemente pela vila, enquanto os habitantes trocavam abraços calorosos e despedidas emocionadas. Sob o brilho suave das estrelas, a praça central se esvaziava lentamente, deixando para trás memórias preciosas e um sentimento de união renovada.

...

Após todos já estarem confortáveis em suas camas e dormindo, algo misterioso pairava sobre as ruas do clã.

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 O GOLEM DE PEDRA

Capitulo 15

Na penumbra da madrugada, após o encerramento do festival, algo misterioso ocorria. A estátua da grande líder e fundadora, Alia Kirby, começava a ganhar vida, como se fosse transformada em um golem de pedra. uma criatura de rocha e magia. Os olhos da estátua brilhavam com uma luz antiga, enquanto lentamente se desprendia de seu pedestal de pedra, despertando-se de um longo sono.


À medida que a golem ganhava vida, lançava suas flechas mágicas de pedra em direção às casas do clã, provocando pânico entre os moradores. O estrondo das flechas atingindo as estruturas ecoava pela vila, enquanto as pessoas corriam em desespero, buscando abrigo e segurança.

Enquanto isso, os caçadores, incumbidos da proteção do clã, rapidamente se preparavam para enfrentar a ameaça iminente. Equipamentos de batalha eram reunidos às pressas, enquanto os bravos guerreiros se reuniam para formar uma linha de defesa contra a poderosa golem de pedra.



Enquanto a golem lançava suas flechas, uma música misteriosa ecoava por todo o clã, enchendo o ar com uma melodia hipnotizante, no quarto de Suya e Lua, as garotas rapidamente se vestiam e pegavam seus equipamentos, prontas para enfrentar a ameaça. Ao mesmo tempo que, Bryan e Corey estavam prontos para a batalha, liderando os guerreiros do clã Kirby. Bryan liderava o segundo grupo, enquanto Corey, destemido, avançava sozinho contra a golem, desferindo golpes corajosos.

Conforme a batalha se desenrolava, a música que ecoava suavemente começava a aumentar de intensidade, cada nota mais alta e aguda do que a anterior. A golem, em resposta, crescia em tamanho, tornando-se cada vez mais enfurecida.

Quando Suya e Lua chegaram à praça e viram a golem gigante, uniram forças para enfrentá-la. Suya propôs a Lua que usasse magia arcana para paralisar a criatura, e Lua prontamente concordou, ela lançou sua magia nas pontas das flechas de Suya, enquanto Suya, com destreza, disparava contra a golem, Lua por sua vez, canalizava sua magia de luz e água para gerar eletricidade, moldando-a em raios médios que lançava contra a golem com maestria em manipulação de ambos os elementos.

A batalha era feroz, com nossos heróis se empenhando ao máximo para enfrentar a poderosa golem de pedra. Suya desferia golpes precisos, mas a resistência da criatura parecia inabalável. Enquanto isso, a magia elétrica de Lua conseguia derrubar a golem algumas vezes, porém cada queda a deixava ainda mais enfurecida e violenta. Bryan e seu grupo trabalhavam arduamente para proteger os moradores, Corey, apesar dos arranhões, mostrava sua resiliência regenerativa, ele avistou uma garota presa entre os escombros e, com sua agilidade, correu para resgatá-la antes que fosse tarde.

Suya, percebendo que os ataques diretos não estavam surtindo efeito, reuniu-se com Bryan para elaborar um novo plano de ataque. Enquanto isso, Lua enfrentava sua própria batalha, lutando contra a exaustão causada pela manipulação simultânea de dois elementos e a drenagem de sua mana.


Como último recurso, Lua canalizou suas habilidades mágicas restantes, erguendo os olhos para o céu escurecido. Nuvens carregadas de eletricidade se formaram sobre o campo de batalha, e com um esforço final, Lua redirecionou um poderoso raio para a golem. Niel, percebendo sua intenção, juntou-se a ela, ajudando-a a manipular a poderosa descarga.


Em questão de segundos, a golem desfez-se, desmoronando no chã, exausta, Lua desmaiou no chão, mas Niel rapidamente correu para ajudá-la. Utilizando magia curativa, ele restaurou parcialmente a energia de Lua, que permanecia inconsciente, mas agora segura, a batalha havia terminado, deixando os nossos heróis exaustos, porém triunfantes.

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 AS INVESTIGAÇÕES

Capitulo 16

Após a vitória dos heróis sobre a golem, eles respiraram aliviados, pensando que o perigo tinha passado. A música cessou juntamente com a derrota da criatura de pedra, trazendo um silêncio tenso à vila. Suya, Corey e Bryan correram para o quarto onde Lua e Niel estavam, preocupados com o estado da amiga.

Enquanto nossos heróis se reuniam no quarto, o sol já começava a nascer lá fora. A destruição causada pelo ataque era evidente e devastadora. Muitas casas estavam em ruínas, e os moradores se refugiavam na igreja enquanto aguardavam a reconstrução de seus lares.

A preocupação e o cansaço eram visíveis nos rostos dos habitantes, mas também havia uma sensação de alívio por terem sobrevivido àquele desafio.

Após algum tempo, Lua despertou, ainda se sentindo um pouco cansada devido ao esgotamento de mana. Bryan foi o primeiro a repreendê-la, expressando sua preocupação pela imprudência de Lua ao esgotar sua energia daquela forma. No entanto, um sorriso de alívio logo se espalhou pelo rosto dele, e ele abraçou Lua calorosamente, demonstrando sua preocupação e afeto por sua amiga.

Corey,Suya e Niel observaram a cena com sorrisos nos rostos, aliviados por verem a sua amiga recuperada e bem.

Suya explicou a Lua que, se não fosse por Niel para ajudá-la durante a batalha, a situação poderia ter sido ainda pior. Lua, com um olhar cheio de gratidão, virou-se para Niel e expressou seu sincero agradecimento. Nesse momento, os olhares se encontraram, e uma troca de emoções silenciosa passou entre eles.

Os olhos de Niel encontraram os de Lua, e ele sentiu o seu coração começar a bater mais rápido. Meio corado e sem jeito, ele murmurou que não foi nada, tentando disfarçar a sua própria gratidão e o calor que sentia no peito diante das palavras de Lua.

Corey expressou suas preocupações, destacando que algo estava claramente errado com a situação. Por que a estátua ganharia vida para atacar o clã Kirby? Bryan começou a refletir sobre os eventos e concordou, reconhecendo a estranheza da sequência de acontecimentos.

Suya acrescentou ser crucial investigar mais a fundo o que estava acontecendo. Ela enfatizou a necessidade de ajudar as pessoas afetadas pela destruição, argumentando que não poderiam partir enquanto a situação não fosse resolvida. Niel tentou acalmar os ânimos, sugerindo que o clã encontraria uma solução.

No entanto, Lua rapidamente interveio, apoiando a posição de Suya. Ela afirmou que não podiam simplesmente partir e ignorar os problemas que afetavam a vila. Todos concordaram em unir esforços para ajudar a resolver a situação antes de considerarem partir.

Cada um dos heróis assumiu uma tarefa para lidar com a crise, Bryan e Corey retiraram-se para falar com os líderes do clã e colaborar com as investigações sobre o incidente, determinados a descobrir a verdade por trás dos eventos misteriosos que assolaram a vila.

Enquanto isso, Suya concentrou-se em ajudar os feridos e desabrigados, distribuindo alimentos e medicamentos para aqueles que mais precisavam.
Lua, embora ansiosa para ajudar, foi prontamente repreendida por Niel, que insistiu que ela precisava descansar mais para se recuperar completamente. Embora Lua não gostasse muito da ideia com muita relutância, concordou e permaneceu na cama, enquanto Niel permanecia ao seu lado, cuidando dela e auxiliando em sua recuperação.

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 AJUDANDO O CLÃ

Capitulo 17

No quartel Bryan e Corey discutiam com os líderes sobre o ataque anterior da golem. Os líderes confirmaram que esse tipo de ataque era inédito e totalmente inesperado para eles. Bryan, analisando a situação, sugeriu que investigassem o pedestal no centro da praça, onde a estátua da fundadora estava localizada. Talvez lá pudessem encontrar alguma pista ou indício do que estava acontecendo.

Enquanto isso, Corey ofereceu-se para auxiliar na segurança dos portões da vila, caso houvesse alguma ameaça iminente. Os irmãos separaram-se, cada um assumindo uma tarefa específica, com o consentimento dos líderes do clã.

Na igreja, Suya estava ocupada organizando medicamentos para ajudar os necessitados. Ela trouxera consigo dois membros fortes da tribo que carregavam cervos em suas costas, resultado de sua habilidade na caça. Suya sentiu-se orgulhosa por ser reconhecida por suas habilidades pelos membros do clã ali presentes. Além dos alimentos, Suya também trouxera algumas ervas medicinais que encontrara na floresta antes de chegar ao clã. Ela entregou essas ervas aos médicos que estavam cuidando dos feridos, contribuindo assim para o tratamento e recuperação dos membros da comunidade.

No quarto onde Niel cuidava de Lua, ele utilizava suas habilidades mágicas de cura para ajudar a maga em sua recuperação. No entanto, Lua, impaciente e determinada, decidiu que era hora de sair do quarto. Ela levantou-se da cama determinada e saiu andando, com Niel seguindo-a de perto, preocupado com o estado de recuperação da teimosa maga.

Ao chegar à praça e testemunhar toda a destruição, Lua mal teve tempo de olhar na direção onde Bryan estava a examinar o pedestal da estátua. De repente, uma aura mágica maligna envolveu o ambiente, fazendo um arrepio percorrer a espinha de Lua. Ela se virou para Niel com uma expressão séria, perguntando se ele também sentira aquela presença sinistra. Com igual seriedade, Niel confirmou que a aura maligna era forte e parecia estar próxima.

Lua e Niel ficaram atentos à aura mágica maligna que logo se dissipou, desaparecendo do local. Suspeitos, permaneceram vigilantes enquanto Lua se dirigiu até onde Bryan estava investigando. Ela perguntou se havia encontrado alguma pista, e Bryan indicou apenas algumas gotas de sangue, provavelmente de um habitante ferido durante o ataque.

Lua ponderou sobre a possibilidade de o sangue estar relacionado ao ritual que deu vida à estátua, mas decidiu manter as suas teorias para si até ter mais pistas. Após ouvir as palavras de Bryan, Lua decidiu ajudar, entregando-lhe uma poção reveladora. Caso houvesse traços mágicos, a poção tornaria o rastro visível, facilitando a investigação.

Bryan agradeceu, mas pediu a Lua que não se esforçasse demais. Grata pela preocupação, Lua deixou o local e dirigiu-se à igreja, onde Suya estava ajudando os feridos e desabrigados. Ao chegar lá, deparou-se com uma cena comovente de famílias gravemente feridas em decorrência da batalha.

Um médico, com semblante bravo, aproximou-se questionando a presença de Niel, que não era bem aceito entre o seu próprio povo. Lua explicou a situação, defendendo Niel e reconhecendo a sua contribuição durante a batalha. Embora o médico ainda estivesse desconfiado, Lua teve uma ideia para mostrar o valor de Niel.

Ela puxou a mão de Niel e o conduziu até um dos feridos. O médico, indignado, aproximou-se rapidamente para repreendê-los, mas Lua Insistiu Niel a usar sua magia para ajudar a mulher gravemente ferida.


Com habilidade e conhecimento, Niel conseguiu estabilizar o estado da mulher, parando a hemorragia interna e curando alguns dos ferimentos mais graves. O médico, ao perceber a melhoria do estado da paciente, reconheceu o talento de Niel e instruiu-o a continuar o tratamento, recomendando uma erva específica para a cicatrização.

Assim, a noite se aproximava e os líderes estavam reunidos no quartel, discutindo com Bryan e Corey sobre o progresso das investigações, enquanto Suya, Niel e Lua continuavam a ajudar a população exausta.

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 O MISTERIOSO BARULHO

Capitulo 18

Após um dia longo, Lua, Suya e Niel decidiram retornar à taverna para relaxar, enquanto Bryan permanecia no quartel ajudando a fortificar as defesas e a treinar os caçadores, e Corey por sua vez estava fazendo rondas nas ruas do clã.

Na madrugada, uma melodia barulhenta começou a ecoar sobre o clã, iniciando - se suavemente e conseguindo fazer alguns guardas adormecerem, Uma névoa densa envolveu a área, e o barulho mudou de tom ficando mais agressivo.

Lua acordou e se aproximou da cama da suya e tentando desperta-la, mas não teve sucesso.
Ela então correu para acordar Niel, que já estava alerta. Lua explicou a situação, mas ainda era um mistério sobre os efeitos hipnóticos do barulho irritante que fazia com que algumas pessoas ficassem em sono profundo.

Niel preocupado com estado da sua amiga aproximou-se de Suya e lançou sobre ela um escudo magico com efeitos curativos, na esperança de tentar tirar ela desse sono profundo, eles aguardaram alguns minutos, e Suya acordou, Niel então explicou a situação e entregou a ela um medalhão que continha a magia do jovem mago, desde que Suya usasse estaria bem contra os efeitos hipnóticos do barulho.


Suya agradeceu a Niel, e informou-lhes que estaria a ir ate igreja novamente verificar a situação, enquanto isso Niel e Lua iriam investigar mais sobre a melodia que ecoava pelo ambiente, e assim eles se separaram.

Enquanto isso Corey que estava patrulhando as ruas, percebeu que havia algo de estranho em sua volta, e não perdeu tempo em se precaver de possíveis ataques, sendo um assassino experiente e com o barulho pelo ambiente, corey retirou de seu bolso duas pequenas bolas de lã , e colocou em seus ouvidos fazendo com que o som ficasse abafado para si, ele pegou suas duas adagas e subiu em um telhado na procura de qualquer pessoa suspeita ao redor, e não demorou muito ele avistou um vulto preto que foi tomado pela névoa, rapidamente desceu do telhado e começou a seguir o vulto antes que o perdesse por completo.


No mesmo instante, Lua e Niel percebeu uma aura mágica estranha, ao seguir esse rastro de magia, eles depararam-se com uma criatura que carregava consigo um instrumento, mas antes que ambos pudessem confrontar-lo foram envolvidos por uma névoa densa, fazendo com a que a criatura desaparecesse na névoa.

A criatura conduziu Corey, Lua e Niel até o centro da praça onde antes, estava a estátua de pedra da fundadora, ali a criatura os rodeavam enquanto tocava a sua melodia macabra, mas por conta da névoa eles não conseguiram se encontrar, Corey permanecia na sua posição esperando pacientemente algum movimento de ataque da criatura, ele manteve-se em alerta, enquanto Lua e Niel estavam protegidos por um escudo mágico e preparados para revidar a qualquer momento.

A criatura os cercava, e ria enquanto produzia barulhos estridentes e macabros no seu instrumento, Lua que ja não estava a aguentar mais as implicâncias da criatura, fez o seu primeiro movimento rapidamente ela usou a sua magia para dissipar a névoa, enquanto Niel estava preparado com magia de fogo nas mãos.


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 BARULHO VS MUSICA

Capitulo 19

Na medida que a névoa se dissipava revelava a criatura, que tocava o seu violino enquanto ria, o momento era crucial, pois a criatura estava parada diante deles, tocando, Corey que estava próximo ao local assim que percebeu a criatura, lançou na direção dele, algumas facas que atravessou a criatura sem deixar nenhuma lesão, em seguida Ele apresentou-se como Loud enquanto ria de forma macabra, admitindo estar se divertindo com a situação, e provocando os heróis cada vez mais, os convidando para uma dança mortal.

Quando de repente criaturas com aparência esqueléticas começaram a surgir por toda parte, a medida que Loud mudava o tom da "musica" era o pré anúncio do uso de sua magia musical que revelava algo cada vez mais espantoso. Deixando Lua,Niel e Corey ocupados com o esqueleto enquanto Loud desaparecia diante deles.

A situação estava ficando crítica, após 3h o tom do barulho mudou novamente, os esqueletos permaneciam aparecendo porem agora as pessoas que estavam no estado de “coma” por conta do barulho hipnótico, estavam sendo controladas e começaram atacar seu próprio povo, e nossos heróis não tinham ideia de como enfrentar esse novo inimigo que utilizava barulho para invocar criaturas e hipnotizar pessoas.

Uma reunião de emergência foi convocada pelos líderes do Clã Kirby, reunindo Corey, Bryan, Suya, Lua e Niel para discutirem ideias para enfrentar essa situação.

Suya levantou a questão de isolar os cidadãos que estavam em “coma” com a magia de proteção do Niel. Para que eles não fossem controlados pelo inimigo, Niel concordou em ajudar mas dependia dos líderes do clã aprovar, Suya percebeu que eles estavam relutantes e mostrou o medalhão a eles como prova de que funcionaria, além de mantê-los seguro eles tinham a chance de sair do sono profundo causados pelo Loud, pressionados pela situação e com medo de que novas pessoas pudessem se tornar alvos do controle do inimigo concordaram em deixar Niel cuidar dessas pessoas.

Bryan por sua vez levantou a questão de manter os esqueletos ocupados mas que precisaria de reforços, a prioridade era tirar do sono profundo os caçadores mais habilidosos e os guardas para ajudar nessa situação.

Os líderes concordaram, e colocaram Bryan para ficar encarregado da linha de frente contra os esqueletos.
Lua por sua vez, revelou a sua teoria aos líderes referentes ao sangue achado na praça pela manhã, ela explicou que o sangue pode ter vindo de Loud que utilizou magia negra num ritual para controlar a golem, sendo assim levantou a mesma questão se ele estiver utilizando o seu sangue além da magia para convocar os esqueletos?, precisamos preparar um contra feitiço, um capaz de anular a magia que controla os esqueletos, um dos sábios do clã pensou e apresentou a questão, se o inimigo utiliza barulho com sangue para invocar e controlar essas criaturas, poderíamos utilizar música em um tom que anulasse o barulho dele, a ideia de combater barulho com música pareceu doida e improvável, mas Lua concordou que poderia dar certo, agora a questão era quem tocaria ou cantaria a “musica”.

Suya sabia tocar um pouco de flauta, Bryan apontou que Corey cantava bem, Corey ficou um pouco envergonhado pq seu irmão lembrou de quando ele cantava para Bryan na infância para dormir, então Corey tomou a fala dizendo que fazia muito tempo que ele não cantava, mas que tentaria. Lua logo se mostrou prestativa dizendo que amplificaria a canção com magia para combater o barulho do inimigo.

O plano parecia viável para os heróis, mais alguns questionavam sobre eficácia do plano , se iria funcionar ou não, mas eles estavam sem opções.

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 A FLORESTA MALIGNA

Capitulo 20

A Floresta Maligna, como era conhecida pelos poucos que ousavam mencioná-la, erguia-se como uma cicatriz na terra, uma mancha de escuridão que desafiava até mesmo a luz do sol a penetrar suas densas copas. Localizada no extremo sudeste de uma ilha remota chamada Ilha da Desolação, era um lugar onde os raios de esperança murchavam na presença de um mal indescritível.


Era um reino de pesadelos, onde criaturas abomináveis e malignas encontravam seu refúgio. Essas criaturas, rejeitadas pelo mundo exterior devido à sua natureza terrível, haviam sido exiladas para esta ilha remota há séculos. Lá, sob o manto da escuridão perpétua, eles prosperaram, alimentando-se do medo e da desesperança que permeavam cada centímetro da floresta.

As lendas que cercavam a Ilha da Desolação eram tão aterrorizantes quanto os horrores que lá residiam. Dizia-se que as árvores sussurravam maldições antigas, enquanto os riachos corriam com sangue negro. O ar estava impregnado com um odor nauseante de morte e decomposição, e o chão estava coberto por uma vegetação morta e putrefata.

Aqueles que ousavam se aventurar além dos limites da civilização eram avisados sobre os perigos da Floresta , mas para alguns, a promessa de tesouros perdidos ou segredos antigos era suficiente para desafiar o desconhecido.

No entanto, poucos retornavam para contar suas histórias, e aqueles que o faziam carregavam consigo o peso de experiências traumáticas e visões que assombrariam seus sonhos para sempre.

Nenhum reino ou império ousava reivindicar a Ilha da Desolação como sua. Era um lugar condenado, onde o mal reinava supremo e a própria terra parecia ter sido amaldiçoada. A floresta maligna permanecia como um testemunho sombrio da escuridão que existe nos corações dos homens e das criaturas que se escondem nas sombras da noite eterna.

Em meio às profundezas da Floresta Maligna reinava uma presença temível e misteriosa: Mia Semon. Seu nome ecoava como um lamento entre os habitantes da floresta, desde os menores seres até as mais poderosas criaturas, todos se curvavam diante do seu poder sobrenatural.

Os que ousavam transpor seus limites eram envolvidos por jogos macabros, submetidos a torturas que desafiavam a sanidade, consumidos lentamente pelas garras da escuridão.

Um desses jogos era o "Labirinto da Loucura", onde os intrépidos exploradores eram lançados em um emaranhado de passagens sinistras e ilusões enganosas, sem esperança de encontrar a saída.

Outro era o "Banquete da Desolação", onde os viajantes eram submetidos a banquetes suntuosos, mas cada prato continha uma perversa surpresa, alimentando-os com ilusões que corroíam suas mentes. Esses jogos, criados com magia negra, eram instrumentos da tortura psicológica de Mia Semon,

Os poucos sortudos que escapavam das garras de Mia  eram deixados marcados para sempre, suas mentes perturbadas pelo horror que testemunharam. Eles eram considerados loucos pelos outros habitantes da floresta, suas histórias tratadas com descrença e medo.

Entre os vilarejos circundantes, o nome de Mia Semon tornou-se um eco de terror, um tabu que nenhum guerreiro corajoso ousava desafiar.

Assim, Mia Semon erguia-se como um símbolo de desespero e medo, uma lenda viva cujo poder era incontestável. Seu reinado sombrio persistia, envolvendo a floresta em um véu de terror e mistério, alimentando as lendas que ecoavam entre os murmúrios dos seres atormentados.



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 QUEM É MIA SEMON?

Capitulo 21

Mia Semon cresceu no pacífico Reino de Grimor, dentro do Clã Canim, onde as pessoas com orelhas de cachorro eram respeitadas e viviam em harmonia com os humanos.

Ela sempre teve uma alma gentil, conhecida por sua compaixão e empatia, no entanto, tudo mudou quando sua família e seu clã foram dizimados por caçadores que estavam em buscas das orelhas e rabos dessas criaturas, para infelicidade de mia ela foi a única a sobreviver, pois no dia em que foram atacados mia, estava no palácio servindo a rainha como serviçal, um emprego que pagava muito bem e sustentava sua família.

Quando mia descobriu sobre a tragedia de seu clã, a garota mudou completamente, ela começou uma nova jornada em busca de vingança e isso a fez se tonar fria, calculista e sombria, seus olhos vermelhos ja não tinha mais um pingo de gentileza ela jurou matar os caçadores responsáveis e qualquer caçador que entrasse em seu caminho, virava pó, assim sua fama maligna se espalhou entre os reinos, mas os reis de Grimor ocultaram essa informação do povo, para que não houvesse pânico.

No coração da densa Floresta Maligna, envolta em uma aura de mistério e perigo, Mia Semon encontrou refúgio e, inadvertidamente, mergulhou em um abismo de poder sombrio.

Apenas com os seus tenros 13 anos de idade, Mia começou a desvendar os segredos proibidos das artes mágicas negras, alimentando-se da escuridão que permeava cada sombra da floresta.


À medida que os dias se arrastavam e as noites se prolongavam, Mia se entregava à prática incansável de feitiços sinistros e rituais obscuros. Sua mente ávida absorvia cada ensinamento proibido, seu poder crescente como uma chama insaciável que consome tudo em seu caminho. A energia sombria que ela manipulava pulsava em suas veias, tornando-a mais forte a cada dia que passava.

No entanto, não eram apenas os segredos das trevas que Mia dominava. Com sua conexão cada vez mais profunda com a floresta e seu domínio crescente sobre as artes negras, ela começou a exercer uma influência sinistra sobre as criaturas que habitavam os recantos sombrios da mata.

Os lobos uivavam em uníssono sob seu comando, os demônios observavam silenciosamente das sombras e os esqueletos  corriam em frenesi obedientes ao seu chamado, corvos negros a rodeavam como mensageiros sombrios, e mesmo as árvores pareciam inclinar seus galhos em reverência à sua presença.

Aos olhos dos habitantes da floresta, Mia se tornou uma figura enigmática e temida, uma criança de poder incompreensível que caminhava entre as sombras como uma rainha negra. Sua presença era como uma névoa gélida, envolvendo tudo o que tocava em um manto de medo e reverência.

No auge da sua juventude com seus 19 anos, Mia se deleitava com seu crescente domínio sobre as criaturas da floresta, alimentando-se do medo que ela inspirava. Aos poucos, ela começou a vislumbrar um plano maior, um propósito sinistro que se formava em sua mente jovem e implacável.

No entanto, por trás de sua máscara de poder, Mia carregava o peso de sua solidão e dor. Cada feitiço lançado, cada criatura subjugada, era um lembrete cruel da tragédia que a levou à escuridão. Mesmo enquanto controlava as forças da natureza ao seu redor, ela se via cada vez mais distante da humanidade que uma vez conheceu.

Os viajantes que se aventuravam nas bordas da Floresta falavam em sussurros temerosos sobre a jovem feiticeira que habitava suas profundezas, uma criança com olhos de fogo e um poder que desafiava a compreensão. Alguns acreditavam que ela era uma força da escuridão, uma manifestação dos próprios segredos sombrios da floresta, enquanto outros viam nela uma oportunidade de barganha, tentando ganhar favores através de oferendas e rituais.



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 O SOM DA ESPERANÇA

Capitulo 22

Suya, percebendo a tensão no ar, decidiu agir. ela retirou de sua bolsa uma pequena flauta entalhada, um objeto de significado profundo para ela. A flauta era uma obra de arte, cuidadosamente esculpida em madeira de bétula, com seu nome gravado Suya havia carregado consigo essa flauta em muitas jornadas, e agora, em meio à crise no Clã Kirby, ela via nela uma oportunidade de acalmar os ânimos e trazer um pouco de esperança.

Os outros membros do clã, instintivamente, começaram a acompanhar sua melodia com seus próprios instrumentos improvisados, criando uma harmonia única e reconfortante. Corey, com sua voz grave e emotiva, começou a entoar uma canção.

Corey:

Num tempo que já se foi, sorrisos sem fim
Memórias que aquecem o coração dentro de mim
Caminhos que percorremos, mãos dadas a brilhar
A luz que irradiava, era difícil de apagar

[Refrão]
Tempos felizes, oh como eu sinto falta
As risadas, os abraços, a doçura que não falta
Mas guardo a esperança, num final que há de vir
Onde os tempos felizes vão se reunir

[Verse 2]
No crepúsculo da nostalgia, me perco a sonhar
Com os dias ensolarados que jamais vão se apagar
Na dança das lembranças, eu encontro meu lar
No calor dos momentos que juntos fomos criar

[Verse 3]
Tempos felizes, oh como eu sinto falta
As risadas, os abraços, a doçura que não falta
Mas guardo a esperança, num final que há de vir
Onde os tempos felizes vão se reunir

E mesmo que o presente seja cinza e sem cor
A luz do futuro brilha, é só uma questão de amor
Porque no fim de todas as dores, há um novo começo
Onde os tempos felizes encontram seu endereço

[Refrão]
Tempos felizes, oh como eu sinto falta
As risadas, os abraços, a doçura que não falta
Mas guardo a esperança, num final que há de vir
Onde os tempos felizes vão se reunir

[Outro]
Então cantemos essa canção, de esperança e de amor
Pois os tempos felizes, estão além do que foi e do que é agora
E no desfecho desta jornada, encontrarão seu lar
Nos braços do final feliz que sempre irá brilhar.
{Fim}

Com um ar de desconforto e descontentamento, Loud sentiu-se confrontado pela melodia que rivalizava com sua própria arte. transformando em um duelo de notas, uma batalha de sons que ecoava no clã Kirby.

Em meio ao cenário Loud permanecia imerso em sua própria melodia sombria, ficando cada vez mais irritado ele levou seu barulho a um novo nivel onde Demônios da sombra começaram aparecer para atacar o povo.

No seu momento e agindo com rapidez, Lua concentrou sua magia, amplificando o som produzido pelo grupo. que não era apenas audível, era palpável, carregado de uma harmonia que transcendia as notas musicais. Era como se cada acorde transmitisse amor e esperança, envolvendo o povo do clã Kirby em uma aura reconfortante.


Gradualmente, o controle de Loud sobre as mentes das pessoas começava a se desvanecer. Uma a uma, elas cessavam seus ataques e sucumbiam ao sono, livres da influência maligna que as havia dominado.

Os líderes, atentos à mudança de comportamento em seu povo, perceberam que a influência de Loud estava desaparecendo. Agindo rapidamente, enviaram curandeiros para cuidar daqueles que haviam sido afetados, garantindo que recebessem a assistência necessária para se recuperarem completamente.

À medida que Suya continuava a tocar sua flauta e Corey entoava sua poderosa voz, mais e mais membros do clã se juntavam a eles. Logo, todos estavam unidos em uma só voz, uma única melodia que ressoava pelos arredores como um eco de esperança. As vozes se misturavam em perfeita harmonia, criando uma sinfonia tão poderosa que Loud desapareceu do cenário, gradualmente os esqueletos também começaram a desaparecer, o clã continuou a cantar ate que todas as criaturas convocadas por Loud desaparece-se.

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HEROIS VALENTES

Capitulo 23

Após a batalha que assolou o clã, nossos heróis não hesitaram em estender sua ajuda na reconstrução dos destroços deixados para trás. Durante uma semana intensa, dedicaram-se incansavelmente a reconstruir tudo o que havia sido danificado, demonstrando não apenas bravura no campo de batalha, mas também generosidade e solidariedade nos momentos de adversidade.

Como um gesto de profundo reconhecimento e gratidão, os membros do clã decidiram organizar uma festa em honra aos nossos heróis. A noite foi permeada por alegria, música e dança, com todos os presentes desfrutando de momentos de descontração e celebração.

Na manhã seguinte, antes de partirem em sua próxima jornada, os heróis dividiram suas tarefas. Bryan e Corey dirigiram-se ao armazém para reunir provisões essenciais, enquanto Suya e Lua buscaram aprimorar seus equipamentos junto ao ferreiro local.

Em frente à recém-construída Praça Central, um palco de madeira foi erguido, testemunhando os eventos memoráveis que se seguiriam. O líder do clã havia preparado uma cerimônia especial de Nomeação, como um último tributo aos nossos heróis antes de sua partida.

Com emoção e solenidade, os quatro heróis subiram ao palco, onde foram oficialmente titulados como "Heróis Valentes". Em reconhecimento aos seus feitos extraordinários, receberam presentes significativos do líder e dos membros proeminentes do clã.

Suya recebeu um presente especialmente significativo do Líder do Clã: o lendário arco de Alya Kirby. Ao segurar o arco nas suas mãos, uma aura mágica o envolveu, adaptando-se à sua nova dona e renovando-se para atender às suas habilidades. O sorriso radiante de Suya expressava a sua gratidão e felicidade pela honra recebida.


Enquanto isso, Lua foi presenteada por Niel Kirby, uma esmeralda reluzente, capaz de armazenar mana infinitamente. Este artefato mágico prometia ampliar os seus poderes, permitindo-lhe manipular energias com criatividade e eficácia incomparáveis. Com gratidão e determinação, Lua aceitou o presente, ciente de que essa pedra preciosa se tornaria a sua aliada em desafios futuros, elevando-a a novos patamares de habilidade e domínio sobre a magia.


Os irmãos Kirby, Corey e Bryan, foram agraciados com armas feitas do robusto metal Tungsténio: uma adaga e uma espada. Essas armas, forjadas com maestria, eram capazes de cortar através de qualquer obstáculo, simbolizando a determinação e a força dos bravos guerreiros.

Os Heróis Valentes, Suya, Lua, Bryan e Corey, prontos para seguir adiante, carregavam não apenas as suas novas armas e equipamentos, mas também a profunda gratidão pelos gestos de reconhecimento e apoio do clã Kirby. Em seus corações, a memória da festa em sua homenagem brilhava como uma chama constante de inspiração.

Niel, ofegante e com uma expressão de urgência, finalmente se aproximou do grupo de heróis enquanto estes estavam prestes a sair pelos imponentes portões do clã Kirby. A visão de Niel desesperadamente gritando "Esperem!" chamou a atenção de todos, e Lua, rapidamente avisou os outros heróis para aguardarem.

Com os olhos arregalados e as mãos apoiadas nos joelhos, Niel lutava para recuperar o fôlego antes de falar. Seu rosto mostrava a evidência de uma corrida frenética ou de algum acontecimento que o deixara em estado de agitação. Os demais heróis, curiosos e preocupados, formaram um círculo ao redor de Niel, aguardando ansiosamente para ouvir o que ele tinha a dizer.

Após recuperar o fôlego, Niel informou aos demais heróis sobre a perigosa caverna localizada ao noroeste, chamada de Cronos. Sua expressão séria e sombria denotava a gravidade da situação que ele trazia consigo.Ele explicou que a caverna havia adquirido tal nome devido ao fato de que aqueles que se aventuravam lá nunca mais retornavam.

Aqueles poucos que conseguiram voltar das profundezas da caverna, voltaram com a idade avançada, como se o tempo tivesse passado mais rápido para eles do que para o mundo exterior

Os heróis ouviam as palavras de Niel com uma mistura de curiosidade e apreensão. Era evidente que essa jornada seria extremamente arriscada, mas eles estavam dispostos a enfrentar qualquer desafio em nome de sua missão.

No entanto, o alerta de Niel não parou por aí. Ele continuou a compartilhar detalhes sobre a caverna, mencionando a presença de um guardião temível: um poderoso dragão de gelo.

Eles estavam cientes de que essa seria uma das provações mais difíceis que enfrentariam em sua jornada, mas estavam dispostos a arriscar tudo para alcançar seu objetivo final.

Eles agradeceram Niel pela valiosa informação e se despediram do Jovem mago com um abraço afetuoso, e assim os heróis deixaram de vez o clã Kirby.

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MOMENTO DESCONTRAIDO

Capitulo 24

Nossos heróis estavam caminhando pela estrada sinuosa, que serpenteava através da paisagem coberta de neve. Era tarde e os raios de sol ainda brilhavam, refletindo nas árvores cobertas por um manto branco e criando um espetáculo de luzes cintilantes ao redor. A caminhada era difícil; os pés afundavam na neve fofa e o frio cortante fazia com que cada respiração produzisse nuvens de vapor no ar gelado.



Com o sol começando a se pôr, eles encontraram um pequeno espaço aberto entre as árvores, um local perfeito para montar acampamento. Mesmo com os recursos naturais escassos, conseguiram utilizar um pouco de seus suprimentos para se acomodarem. Lua, com sua habilidade mágica, rapidamente acendeu uma fogueira, suas mãos desenhando gestos graciosos que faziam as chamas dançarem vividamente.

Enquanto isso, Bryan e Corey montavam as barracas, seus rostos concentrados na tarefa. As barracas eram pequenas, mas robustas, proporcionando um abrigo seguro contra o frio penetrante da noite que se aproximava.

Suya, sempre a alma do grupo quando se tratava de culinária, pegou as panelas e começou a preparar seu famoso guisado de cervo. Os ingredientes eram limitados, pois a estrada até o destino final ainda era longa e precisavam racionar o que tinham. Mesmo assim, Suya conseguiu criar um prato delicioso com o pouco que possuíam, utilizando ervas secas e alguns legumes que haviam trazido. O aroma do guisado começou a se espalhar pelo acampamento, proporcionando um conforto muito necessário depois de um dia exaustivo.

Ao redor da fogueira, o grupo se acomodou em seus lugares, desfrutando do calor e da refeição. Lua, Bryan, Corey e Suya saboreavam o guisado de cervo preparado por Suya, cujos talentos culinários eram sempre motivo de elogio. O aroma reconfortante e o sabor delicioso traziam um alívio bem-vindo após a caminhada árdua.

Lua: (Sorrindo) Suya, você realmente se superou desta vez. Quem diria que com tão poucos ingredientes conseguiria fazer algo tão saboroso!

Suya: (Modesto, mas orgulhoso) Obrigado, Lua. É incrível o que um pouco de ervas secas e um bom pedaço de carne podem fazer. Além disso, cozinhar é uma boa distração do frio.

Bryan: (Rindo) Ainda bem que temos você, Suya. Se dependesse de mim, estaríamos comendo bolachas secas e carne salgada.

Corey: (Com uma risada) Bryan, da última vez que você tentou cozinhar, quase queimou o acampamento todo. Definitivamente, cozinhar não é o seu forte.

Bryan: (Fingindo estar ofendido) Ei, eu estava apenas tentando dar um toque "caramelizado" à refeição.

Lua: (Divertida) Caramelizado ou carbonizado?

Suya: (Sorrindo) Vamos apenas dizer que cada um tem seus talentos. Bryan é ótimo com a espada, Lua com a magia, e Corey com a estratégia. Deixem a cozinha comigo.

Corey: (Seriamente, mas com um brilho no olhar) Falar em estratégia, precisamos discutir nossa rota para amanhã.

Lua: (Concordando) Sim, precisamos planejar bem. Mas por enquanto, vamos aproveitar essa refeição e o momento de tranquilidade.

Bryan: (Erguendo sua tigela) Um brinde ao Suya e seu guisado de cervo! E à nossa jornada, que possamos superar todos os desafios juntos.




Todos erguem suas tigelas, sorrindo e sentindo a força da camaradagem que os une. A noite avança, e a conversa continua, cheia de risos, planos e histórias do passado, enquanto a fogueira crepita, lançando faíscas para o céu estrelado.

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CAVALO DE TROIA

Capitulo 25


Enquanto nossos heróis desfrutavam de sua refeição ao redor da fogueira, a situação na Ilha da Desolação se desenrolava de maneira bem diferente. Mia Semon recebia Loud, seu fiel informante, que trazia notícias inquietantes sobre o ataque ao clã Kirby. Descontente com a informação, Mia decidiu sair da ilha e resolver o problema pessoalmente.

Com a chegada da Manhã mia não perdeu tempo e com um gesto decidido, usou sua poderosa magia para se teleportar para as proximidades do clã.


Transformada em um cachorro inocente, Mia se aproximou das crianças do clã Kirby. Seu disfarce funcionou perfeitamente, e as crianças a levaram para dentro, encantadas com a nova "mascote". Enquanto observava os caçadores humanos ao seu redor, Mia sentia sua raiva e ódio crescerem, mas decidiu esperar o momento certo para agir. As crianças a rodeavam, rindo e brincando, sem suspeitar de nada.
Niel, um mago que vivia entre os caçadores, percebeu uma aura estranha emanando do cachorro. Intrigado, mas mantendo sua gentileza, ele se aproximou de Mia. Apesar de sua natureza hostil, Mia ficou intrigada ao ver alguém tão diferente entre os caçadores - um mago que, ao contrário dos outros, parecia não partilhar do mesmo ódio e violência. No entanto, ela não deixou que a gentileza de Niel a abalasse e rosnou, demonstrando sua hostilidade. As crianças, assustadas, recuaram imediatamente.

No momento em que Mia pensou em se revelar, Niel falou com ela telepaticamente. "Você não precisa ter medo. Não iremos te fazer mal." Mia, ainda disfarçada, respondeu também telepaticamente, "Quem é você?" Niel se apresentou calmamente e a levou consigo, ainda na forma de cachorro.

Enquanto caminhavam, alguns membros do clã mostravam hostilidade para com Niel, ignorando a bênção do líder do clã que havia revogado seu banimento. Muitos ainda o viam como um forasteiro e deixavam claro seu desprezo. "Você e seu animal deveriam morrer. Não queremos ninguém como você por aqui," disseram alguns, com o ódio claramente visível em seus olhos.


Mia, ao perceber a raiva do povo contra Niel, sentiu seu próprio ódio se intensificar, o que fez com que sua aparência fofa e inocente mudasse para agressiva, ela rosnou para aqueles que mostravam hostilidade, recebendo ainda mais retaliação. Niel, no entanto, ignorou as provocações e continuou andando, levando Mia para sua casa - uma pequena cabana rústica, afastada dos outros.

Chegando à cabana, Niel abriu a porta e fez sinal para que Mia entrasse. "Aqui estaremos seguros," disse ele, fechando a porta atrás deles. "Eu sei que você não é um simples cachorro. Vamos conversar."

Mia, ainda desconfiada, olhou ao redor da cabana. "Por que você está me ajudando?" perguntou ela telepaticamente, sua forma ainda canina.

Niel se sentou em uma cadeira simples e suspirou. "Porque sei o que é ser um estranho em um lugar onde todos te odeiam. E porque acredito que há mais na sua história do que apenas ódio e vingança."

Mia, intrigada pela sinceridade de Niel, sentiu uma faísca de curiosidade. Talvez, só talvez, este mago pudesse ser uma chave para entender mais sobre o clã Kirby e encontrar uma maneira de saciar sua sede de vingança de forma mais estratégica. Decidida a descobrir mais, ela manteve sua forma de cachorro e se acomodou, pronta para ouvir o que Niel tinha a dizer.

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A ESPERANÇA DE MIA 

Capitulo 26

Niel, sentado na cadeira simples de sua cabana, começou a contar sua história, suas palavras carregadas de emoção e memórias dolorosas. Mia, agora em sua forma humana, ouvia atentamente, tentando entender melhor o homem diante dela.

Niel: (Com um suspiro) Eu nasci no clã Kirby, um clã conhecido por ser composto exclusivamente por humanos caçadores. Desde pequeno, mostrei habilidades mágicas. Mas, em um lugar onde a magia era vista com desconfiança e medo, isso não foi algo bem recebido.

Mia: (Curiosa) O que aconteceu com você e seus pais?

Niel: (Olhando para o fogo da lamparina) Eles decidiram nos isolar. Meu pai e minha mãe foram mantidos comigo em isolamento até que eu completasse meus doze anos. Depois disso, o líder do clã decidiu tirar meus pais do isolamento, mas me deixou sozinho. Foi uma decisão política, suponho, para tentar reintegrar meus pais ao clã, mas eles nunca foram realmente aceitos novamente. O preconceito ainda os seguia por terem dado à luz a um menino estranho.


Mia ouvia atentamente, compreendendo cada vez mais a profundidade da dor de Niel. Ela sentiu uma pontada de empatia, algo que não ela achava não ter mais dentro de si, esse sentimento era estranho, mas ela se permitiu sentir naquele momento.

Mia: (Com um tom de empatia) Deve ter sido difícil para você. E para seus pais também.

Niel: (Com tristeza) Sim, foi. Eu sentia muita falta deles. Às vezes, durante a madrugada, invadia o clã secretamente apenas para vê-los, para sentir que ainda tinha uma família. Quanto mais eu crescia, mais fortes se tornavam meus poderes mágicos. Percebi que precisava aprender a controlar minha magia, então decidi buscar conhecimento por conta própria.

Mia: (Curiosa) E como você conseguiu aprender magia sozinho?

Niel: (Sorrindo levemente) Ia para a biblioteca da cidade e me deleitava nos livros. Foi lá que conheci Liana, uma maga curandeira experiente e habilidosa. Ela viu potencial em mim e decidiu me ajudar a desenvolver minhas habilidades. Sob a orientação dela, aprendi a controlar minha magia e a usá-la para curar.



Mia: (Curiosa) Liana foi sua mentora?

Niel: (Com um sorriso nostálgico) Sim, Liana me ensinou muito, especialmente sobre a magia de cura. Com o tempo, me tornei um mago curandeiro habilidoso, ajudando nos hospitais junto com minha mentora. Passávamos horas praticando e aprendendo juntos. Ela não apenas me ensinou magia, mas também me mostrou como a compaixão e a empatia são fundamentais para qualquer mago curandeiro.

Mia: (Refletindo) Então, foi com Liana que você encontrou seu propósito.

Niel assentiu, um leve sorriso nos lábios enquanto lembrava de sua mentora. A cabana estava silenciosa, apenas o crepitar da lamparina quebrava a quietude. Mia, perdida em seus próprios pensamentos, começou a ponderar sobre sua própria vida.

Ela relembrou o momento em que seu clã foi dizimado por caçadores. Ela era apenas uma criança, incapaz de entender a crueldade do mundo ao seu redor. Naquele momento de reflexão, Mia percebeu que, se tivesse encontrado alguém como Liana, alguém que pudesse ajudá-la a lidar com tanta dor, talvez sua vida tivesse tomado um rumo diferente. Talvez ela não tivesse se tornado o monstro que sabia ser agora, consumida por ódio e sede de vingança contra todos os caçadores.

Mia: (Com tristeza) Sabe, Niel, eu não tive uma Liana em minha vida. Quando meu clã foi destruído, eu era apenas uma criança. Fui deixada sozinha, cheia de dor e raiva. Cresci alimentando meu ódio, transformando-me no que sou hoje. Um monstro, sedento por vingança.

Niel observou Mia atentamente, percebendo a dor profunda em seus olhos. Ele sabia que palavras gentis poderiam não ser suficientes para curar feridas tão antigas, mas sentia a necessidade de tentar.

Niel: (Suavemente) Mia, você não é um monstro. Você é uma pessoa ferida que sofreu mais do que qualquer um deveria. A dor que você sente é válida, mas não precisa definir quem você é ou quem você pode se tornar.

Mia suspirou profundamente, sentindo uma leve chama de esperança começar a aquecer seu coração gelado. Ela se sentia dividida entre o desejo de vingança e a possibilidade de um caminho diferente, algo que Niel estava começando a mostrar-lhe.

Mia: (Com uma pitada de esperança) Talvez... Talvez você esteja certo. Mas é difícil deixar para trás tanto ódio e raiva.

Niel: (Com firmeza) Eu sei que é difícil. Mas não precisa ser feito de uma só vez. Pequenos passos podem nos levar longe. E você não precisa fazer isso sozinha. Eu estarei ao seu lado.

Os dois se entreolharam, uma compreensão silenciosa passando entre eles. A aliança que haviam formado não era apenas uma união de conveniência, mas também uma oportunidade para ambos encontrarem algo que haviam perdido - para Niel, a aceitação; para Mia, talvez, a paz.
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A TENTATIVA DE MIA 

Capitulo 27

Mia: (Suspirando profundamente) Eu gostaria de acreditar nisso, Niel. Mas às vezes, o peso do passado parece insuportável.

Niel: (Gentilmente) Eu entendo, Mia. Todos carregamos cicatrizes. Mas são essas cicatrizes que nos tornam quem somos. E quem disse que não podemos curá-las juntos?

Mia: (Olhando nos olhos de Niel) Você acredita mesmo nisso, não é?

Niel: (Sorrindo) Com todo o meu coração. Acredite, a estrada à frente pode ser longa e cheia de obstáculos, mas vale a pena se tivermos alguém ao nosso lado.

Mia deu um leve sorriso, o primeiro em muito tempo. Era um sorriso tímido, mas genuíno. A presença de Niel começava a dissipar as sombras que ela carregava, revelando uma faísca de esperança que ela pensava ter perdido para sempre.

Mia: (Com um toque de determinação) Talvez... Talvez eu possa tentar. Um passo de cada vez, certo?

Niel: (Afirmando com a cabeça) Um passo de cada vez. E eu estarei aqui para cada um deles.

Mia e Niel saíram da cabana e caminharam pelas ruas do clã Kirby. Os caçadores ao redor os observavam com olhares desconfiados, e Mia sentia o peso de cada olhar. A dor de perder seus amigos e família do clã Canin pulsava dentro dela como uma ferida aberta. Seus olhos começaram a brilhar com uma cor vermelha intensa, refletindo a raiva e a tristeza que sentia.

As pessoas que passavam por Mia podiam sentir a energia negativa emanando dela, e instintivamente se afastavam. As crianças, normalmente curiosas e brincalhonas, evitavam se aproximar, observando-a de longe com olhares temerosos.



Niel percebeu a mudança em Mia, notando como a raiva estava novamente tomando conta dela. Ele apertou suavemente a mão dela, tentando transmitir calma e segurança.

Niel: (Com gentileza) Vai ficar tudo bem, Mia. Eles não vão mais te fazer mal. Eu estou com você.

Mia olhou para Niel, e as palavras dele trouxeram um pouco de conforto. A raiva em seus olhos começou a diminuir, e ela deu um pequeno sorriso de canto. No entanto, permaneceu em silêncio durante o resto da caminhada, processando suas emoções.

Enquanto continuavam a andar, Niel se manteve ao lado de Mia, atento a qualquer sinal de perigo ou desconforto. A presença dele, firme e constante, era um lembrete de que ela não estava sozinha.

Eles passaram por várias áreas do clã, observando as diferentes atividades dos caçadores e habitantes locais. A cada passo, Mia tentava controlar suas emoções, sabendo que precisava manter a calma para que pudesse encontrar uma forma de seguir em frente.

Eventualmente, chegaram a uma pequena praça, onde se sentaram em um banco de madeira. O silêncio entre eles era confortável, e Mia começou a sentir uma pequena sensação de paz. Talvez, com o tempo e a ajuda de Niel, ela pudesse finalmente encontrar uma maneira de curar suas feridas e deixar o passado para trás.




Enquanto Mia e Niel permaneciam sentados, observando as pessoas na praça, um homem velho se aproximou de Mia. Com um sorriso gentil, ele elogiou suas orelhas e cauda, estendendo a mão para tocar suas orelhas. Antes que ele pudesse fazê-lo, Mia, num reflexo instintivo, agarrou o pescoço do homem com suas garras afiadas, pronta para arrancá-lo.

Niel rapidamente chamou a atenção dela, mas Mia parecia não ouvir. As crianças e adultos que observavam a cena começaram a murmurar, chamando-a de monstro e exigindo que ela fosse mandada embora. Mia, olhando para aquelas pessoas que a julgavam, percebeu que, não importava o quanto tentasse, seria sempre vista como um monstro. Com um olhar frio e decidido, ela cortou a garganta do velho, deixando claro que qualquer um que tentasse se aproximar dela sem seu consentimento seria morto.

Niel tentou intervir, mas não conseguiu impedir Mia a tempo. A praça se encheu de gritos e caos, e logo o líder do clã foi chamado. Ele chegou furioso, olhando com desaprovação para Niel.

Líder do clã: (Gritando) Como você pôde abrigar um monstro no nosso clã, Niel?

Niel: (Desesperado) Líder, deixe-me explicar. Mia não é um monstro, ela está apenas...

Líder do clã: (Interrompendo) Não quero ouvir mais nada. Homens, vão atrás dela e matem-na!

Cinco homens armados saíram em busca de Mia. Vendo a situação descontrolar-se, Mia percebeu que havia colocado Niel em apuros. Sentindo uma mistura de culpa e desespero, ela decidiu transformar-se em um cachorro, correndo para longe da vista de todos, incluindo Niel.

Enquanto Mia corria, Niel ficou para trás, enfrentando a fúria do líder do clã.

Líder do clã: (Furioso) Você será responsável por isso, Niel. Abrigar um monstro... como ousa!

Niel: (Implorando) Por favor, ela não é um monstro! Ela precisa de ajuda!

Líder do clã: (Desdenhando) Você está banido até segunda ordem. E se encontrarem aquele monstro, ela será executada.

Niel: (Desafiador) Não é a primeira vez que vocês me banem. E fiquem sabendo que, dessa vez, não voltarei para o clã.

Niel, abalado, viu os homens do clã partirem em busca de Mia. Determinado a protegê-la, ele sabia que precisava encontrar Mia antes deles e ajudá-la a escapar para um lugar seguro.

Então ele saiu dali em busca de Mia. Ele usou sua magia para tentar rastreá-la, mas Mia era esperta e poderosa. Uma maga cujo coração buscava vingança por seus entes queridos, uma ferida tão antiga que não era possível fechar em um lugar como aquele. Determinado a encontrá-la antes que os caçadores o fizessem, Niel concentrou-se, sentindo a energia residual de Mia na floresta.

Niel: (Sussurrando para si mesmo) Mia, onde você está? Eu prometi que estaria ao seu lado, e não vou quebrar essa promessa.

Enquanto isso, Mia corria pela floresta, seus sentidos aguçados captando os sons dos caçadores se aproximando. Ela sabia que precisaria ser rápida e astuta para sobreviver. Longe da vista de todos, ela se permitiu um momento de tristeza, sabendo que, mais uma vez, estava sozinha e sendo caçada.

Mia lançou sua poderosa magia de invocação, cobrindo a área com um manto de sombras. Criaturas da Ilha da Desolação foram convocadas por ela, aparecendo instantaneamente diante dela. Com uma voz fria e autoritária, ela deu a ordem:

Mia: Matem todos que vierem atrás de mim com o desejo de matar, mas não toquem no rapaz de cabelo vermelho e olhos verdes como esmeraldas.

As criaturas, obedientes à sua mestra, partiram em direção aos caçadores. Em poucos minutos, os caçadores foram abatidos, não tendo chance alguma contra o poder das criaturas invocadas. O líder do clã Kirby, ao receber a notícia, mandou mais homens para matar Mia. Quase todos os guerreiros do clã entraram em batalha contra Mia e suas criaturas.

A floresta transformou-se em um campo de batalha, banhada por sangue. Niel finalmente encontrou Mia, que estava em pé sobre um círculo mágico de invocação, com uma expressão sombria e maligna no rosto. Ele tentou acalmá-la, tentando conversar, mas Mia não estava ouvindo.

Niel: Mia, por favor, pare! Não é assim que você vai encontrar paz!

Mia, sem responder, continuava imersa em sua fúria. Vendo que as palavras não surtiam efeito, Niel decidiu usar a força. Ele atacou Mia, tirando-a do encantamento de invocação.

Mia, ainda furiosa, começou a revidar. Os dois entraram em combate, uma luta intensa e emocional. Enquanto lutavam, Niel tentava conversar com Mia.

Niel: (Evitando um golpe) Mia, você não precisa fazer isso! Estou aqui para ajudar!

Mia: (Gritando) Você não entende, Niel! Eles merecem pagar!

Niel: (Ofegante) Mia, isso não vai trazer sua família de volta! Não deixe que a raiva te consuma! Eu prometi que estaria com você, mas não posso fazer isso se você se perder para essa escuridão!

Os golpes de Mia eram precisos e ferozes, mas Niel não desistia. Ele esquivava e bloqueava, procurando uma abertura para alcançar a verdadeira Mia dentro da fera que ela havia se tornado.

Niel: (Com firmeza) Lembra-se do que me disse? Pequenos passos, Mia. Nós podemos encontrar um caminho juntos, mas não assim. Não com mais morte e destruição.

Mia hesitou por um momento, suas garras parando a poucos centímetros do rosto de Niel. As palavras dele penetraram a raiva que obscurecia sua mente, trazendo um vislumbre de clareza.

Niel: (Sussurrando) Eu sei que dói, Mia. Mas por favor, deixe-me te ajudar. Não faça isso sozinha.

As lágrimas começaram a encher os olhos de Mia enquanto a raiva dava lugar à dor. Ela recuou, tremendo, enquanto o círculo de invocação desmoronava e as criaturas desapareciam uma a uma. Niel aproveitou o momento para abraçá-la, envolvendo-a em um aperto firme.



Niel: (Com voz suave) Estou aqui, Mia. E não vou a lugar nenhum.

Mia: (Chorando) Niel, eu... eu não sei o que fazer...

Niel: (Acariciando o cabelo dela) Vamos descobrir juntos. Um passo de cada vez.

Enquanto a floresta se acalmava e o silêncio substituía o caos da batalha, Mia e Niel sairam dali partindo juntos para um novo começo em outro lugar. Com a  promessa de um futuro incerto, mas compartilhado, começava a tomar forma entre os destroços de um passado marcado pela dor e pela vingança.
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A JORNADA NAS MONTANHAS GELADAS

Capitulo 28

Após cinco dias exaustivos atravessando as montanhas íngremes de gelo e neve.

Nossos heróis finalmente chegaram a uma vasta planície branca, onde a neve se estendia até onde a vista alcançava. O céu límpido deixava os raios de sol brilharem intensamente, refletindo sobre a superfície imaculada da neve e criando um brilho deslumbrante. As copas das árvores ao redor estavam pesadamente cobertas de neve, como se fossem adornadas com cristais.

A paisagem era de tirar o fôlego, com um silêncio profundo que só era interrompido pelo suave rangido da neve sob seus pés. Nossos heróis, apesar do cansaço, não podiam deixar de admirar a beleza que os cercava. A caminhada pelas montanhas havia sido árdua, com ventos gelados e trilhas traiçoeiras, mas a visão da planície coberta de neve, banhada pela luz dourada do sol, parecia uma recompensa justa.

Enquanto caminhavam pela planície coberta de neve, a exaustão começou a pesar sobre Suya. Seus passos tornaram-se mais lentos, e ela finalmente parou, inclinando-se um pouco para aliviar a pressão em seus pés doloridos.

Suya: Meus pés estão me matando... Podemos parar para descansar? — Sua voz era suave, mas carregada de cansaço.

Bryan, sempre prático e atento às necessidades do grupo, parou ao lado de Suya e olhou ao redor. A vastidão da planície era ao mesmo tempo majestosa e desoladora, mas ele sabia que precisavam encontrar um lugar seguro e abrigado antes que a noite caísse.

Bryan: Vamos procurar um lugar bom para montar acampamento e descansar. — Sua voz era firme, mas com uma nota de compreensão. Ele sabia que Suya precisava de uma pausa, e que o grupo não aguentaria muito mais tempo sem descansar adequadamente.

Lua e Corey, que seguiam logo atrás, ouviram a troca de palavras e imediatamente concordaram.

Lua: Sim, acho que uma pausa agora seria uma boa ideia.

Corey: Concordo. Não sabemos quanto tempo mais precisaremos andar, então é melhor recarregarmos as energias enquanto podemos.

O grupo finalmente encontrou um local ideal próximo a algumas árvores, onde a neve era menos densa e o vento não era tão cortante. Decidiram montar acampamento ali, e todos sentiram um rompimento imediato ao saber que poderiam descansar depois de dias de caminhada extenuante.

Bryan: Aqui parece bom. Vamos montar as tendas e nos aquecer antes que o frio da noite chegue.

Corey: Vou ajudar com as tendas. Precisamos nos apressar antes de escureça completamente.

Enquanto Bryan e Corey trabalhavam juntos para erguer as tendas, Lua se demorou um pouco, estendeu as mãos e murmurou algumas palavras em uma língua antiga. Uma suave luz dourada emanou de suas mãos, formando uma esfera de calor que se transformou em um fogo mágico. As chamas tremeluzentes brilhavam com uma intensidade que aquecia o ar ao redor, criando uma sensação de aconchego.

Lua: Espero que isso ajude a esquentar um pouco. Não consegui encontrar muitos gravetos por aqui, então a magia foi a melhor opção.


Enquanto isso, Suya começou a retirar de sua bolsa, ervas e vegetais que ela havia guardado. Colocou sobre o fogo uma panela , acrescentando agua, vegetais e ervas e começou a preparar seu famoso caldo, que logo começou a soltar um aroma delicioso e reconfortante.

Enquanto mexia na panela, Suya notou um movimento à beira do acampamento. Olhando com atenção, vi que alguns coelhos, atraídos pelo aroma do caldo, estavam se aproximando. Com movimentos rápidos e precisos, Suya pegou seu arco e, silenciosamente, preparou uma flecha. Com um único tiro certeiro, atingiu um dos coelhos, que caiu na neve.

Bryan : Belo tiro, Suya! — disse Bryan, sorrindo enquanto se aproximava do coelho abatido para entregar a suya. Vamos ter uma refeição ainda melhor do que esperávamos!

Suya recebeu de Bryan o coelho e logo comecou a preparar a carne para adicionar ao caldo, em poucas horas almoço ficou pronto e todos se deliciaram.

Corey : Não é todo dia que temos carne fresca em uma jornada como essa. Estamos com sorte!

Lua : Você realmente sabe como alegrar um acampamento, Suya. Esse caldo é perfeito para escutar a todos nós.

Após um almoço saboroso e um merecido cochilo à tarde, nossos heróis começaram a se preparar para o próximo trecho da jornada. O céu, que antes estava claro, agora começava a se fechar com nuvens pesadas e escuras, indicando que uma tempestade de neve estava a caminho. Sentindo o perigo iminente, eles rapidamente reforçaram o acampamento, amarrando as tendas com mais firmeza e assegurando que nada fosse levado pelo vento.

Bryan : Parece que uma tempestade de neve está se formando. Precisamos fortalecer o acampamento e nos preparar para a noite.

Corey : Concordo, precisamos garantir que tudo esteja seguro antes da tempestade chegar.



Depois de colocarem suas coisas e se certificarem de que o acampamento estava protegido, o grupo se dividiu entre as duas barracas. Suya e Lua se abrigaram em uma, enquanto Bryan e Corey ficaram juntos na outra. A noite caiu rapidamente, a tempestade de neve desabou sobre eles, com ventos fortes e flocos de neve densos que cobriram tudo ao redor. A barraca balançava sob a pressão, mas a estrutura, reforçada, se mantinha firme. Dentro das barracas, nossos heróis suportaram a longa e fria noite, ouvindo o uivo do vento do lado de fora.

Na manhã seguinte, Suya e Lua acordaram primeiro. Ao tentar sair da barraca, perceberam que a entrada estava completamente bloqueada por uma grande quantidade de neve acumulada durante a noite.

Suya : Estamos presas, A neve cobriu tudo do lado de fora.

Lua : Deixe-me cuidar disso.

Lua fechou os olhos e se concentrou, canalizando sua magia do elemento luz. Lentamente, as camadas de neve derreteram, abrindo um caminho para que elas pudessem sair. A luz dourada brilhou suavemente, dissipando o frio da manhã.

Ao saírem da barraca, Suya e Lua viram que a situação era ainda pior do que imaginavam. A barraca de Bryan e Corey estava quase completamente soterrada pela neve. Sem hesitar, Suya correu para ajudar.

Suya : Bryan, Corey! Você está bem aí dentro? Vou tentar tirar a neve!

Ela começou a cavar, mas a quantidade de neve foi impressionante. Lua logo verá que sua magia seria necessária novamente.

Lua : Vou ajudar. — disse ela, estendendo as mãos e mais uma vez usando seu poder para derreter a neve ao redor da outra barraca.

Com o caminho finalmente aberto, Bryan e Corey conseguiram sair, aliviados por terem resistido à tempestade. Eles se olharam, gratos por estarem juntos e seguros após uma noite tão desafiadora.

Com o acampamento finalmente livre da neve e a se dissipando, Suya decidiu preparar um chá quente para todos. Ela pegou os últimos ingredientes que tinha em sua bolsa e começou a ferver água sobre o fogo mágico que Lua havia preparado. O vapor subia suavemente, trazendo consigo um aroma reconfortante que ajudava a espantar o frio da manhã.

Enquanto Suya mexia o chá, Bryan e Corey se aproximavam, com um mapa desgastado em mãos. Lua, curiosamente, também se juntou ao grupo, sentando-se ao lado de Suya.


Bryan : Precisamos decidir o próximo passo. Esta tempestade pode ter mudado o terreno à frente, e não podemos dar ao luxo de errar o caminho. — disse Bryan, estendendo o mapa no chão para que todos pudessem ver.

Bryan: Segundo as informações que temos, precisamos atravessar essa região antes que o tempo piore ainda mais. — indicando para uma area no mapa

Corey, sempre observador, indicou para uma área do mapa onde as montanhas começavam a dar lugar a uma barreira mais aberta.

Corey : Aqui, se seguirmos para o leste, poderemos evitar as áreas mais altas e profundas. O problema é que essa rota nos leva para perto de um vale que, segundo as histórias, é conhecida por ser traiçoeira, especialmente no inverno.

Lua inclinou-se sobre o mapa, analisando as opções.

Lua : O que acham de contornar esse vale? Poderíamos levar mais tempo, mas evitaríamos riscos desnecessários como uma avalanche.

Suya, enquanto servia o chá quente para todos, ouviu atentamente a discussão.

Suya : Estamos cansados, mas isso evita um risco maior, acho que vale a pena.Além disso, precisamos estar atentos às nossas provisões. Estamos ficando sem ingredientes para o caldo e, se não encontrarmos mais vegetais ou ervas próximas no caminho, a refeição será bem mais simples.

Bryan pegou sua mochila e começou a tirar o que tinha de comida, água e outros suprimentos. Lua fez o mesmo, enquanto Corey organizou os itens para que pudessem ter uma visão clara do que restava.

Bryan : Concordo com Lua. Vamos pelo caminho mais seguro, mesmo que demore mais. Nossa prioridade é manter todos salvos e chegar ao destino com energia suficiente para o que vir.

Bryan tomou um gole do chá, apreciando o calor que descia por sua garganta.

Bryan : Temos comida suficiente para mais alguns dias, talvez uma semana se racionarmos bem.

Lua : Mas se conseguirmos caçar mais, como ontem, conseguiremos manter o ritmo.

Corey : Eu posso manter a orientação, mas vamos precisar de sorte para encontrar um bom local de descanso novamente. O caminho mais longo parece seguro, mas quanto mais ficarmos fora, mais arriscado se torna.

Lua : Ainda acho que contornar o vale é a melhor opção, mesmo que demore mais. Não podemos arriscar passar por um lugar conhecido por suas armadilhas.

Suya : Então ja decidiram? Vamos contornar o vale? — Suya disse, observando os rostos de seus companheiros enquanto eles bebiam o chá.

Corey : Sim, contornaremos o vale. Vamos começar a nos preparar, e partimos assim que todos estiverem prontos.

Com a decisão tomada, o grupo finalizou seus preparativos, verificando cada detalhe antes de continuar a jornada. O chá de Suya trouxe um calor reconfortante, mas todos sabiam que o verdadeiro desafio ainda estava por vir. Com o mapa em mãos e o plano previsto, nossos heróis se levantaram, prontos para enfrentar mais um dia nas terras geladas.

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A CAVERNA CRONOS

Capitulo 29

Com a rota definida, nossos heróis, Suya, Bryan, Lua e Corey, partiram em direção ao seu objetivo: uma caverna mística, onde, segundo as pistas que tinham, encontrariam uma joia de grande poder. Optaram por um caminho mais longo, que contornava o vale das montanhas cobertas de gelo e neve, na esperança de evitar possíveis perigos até o destino final.

A jornada, no entanto, se mostrou extremamente desafiadora. O terreno era traiçoeiro, com ventos cortantes e neve profunda que dificultavam cada passo. Mesmo com as habilidades práticas de Bryan e Corey em encontrar o melhor caminho e as ocasionalmente necessárias fogueiras mágicas de Lua, o frio intenso e a falta de recursos começaram a pesar sobre o grupo. Suya, já acostumada a lutar contra o cansaço, tentava manter o ânimo de todos, preparando caldos quentes sempre que possível, mas as provisões que haviam levado não duraram mais do que três dias de caminhada.

Era noite, e o céu estava pintado pelas luzes cintilantes da aurora, que dançavam como um véu mágico de cores sobre o horizonte. Esse espetáculo natural parecia indicar que estavam próximos do destino final, como se a própria aurora os guiasse, assim sobre a luz da aurora a caverna revelou-se diante dos herois


Era uma visão impressionante, uma estrutura majestosa, completamente feita de gelo e neve. Suas paredes reluziam sob a luz da aurora, criando reflexos prismáticos que se espalhavam pelo ambiente, tornando a cena surreal e quase etérea. A entrada da caverna era ampla, com um arco natural que se erguia como um portal para um outro mundo.e um pouco mais fundo havia uma estátua de um pequeno dragão adormecido por magia.

Suya, Bryan, Lua e Corey sentiram a imponência do lugar, como se estivessem diante de algo muito mais antigo e poderoso do que poderiam imaginar, eles tomaram cuidado para não despertar a criatura que estava petrificada.

Mas à medida que se aproximavam, duas grandes estátuas de gelo, posicionaram-se a frente dos herois

Bryan, parou bruscamente e sinalizou para o grupo ficar alerta.

As figuras, que ganharam vida, estavam com sues olhos de gelo brilhando com uma luz fria e implacável. As estátuas levantaram suas armas feitas de gelo cristalino e se colocaram entre os heróis impedindo os de prosseguirem, como guardiãs antigas despertadas para proteger o segredo que jazia lá dentro.

Bryan, logo puxou sua espada, enquanto Lua começou a concentrar sua magia do elemento luz, pronta para agir. Suya, com seu arco preparado, mirou em uma das estátuas, enquanto Corey se posicionava ao lado de Bryan, pronto para lutar.


Os heróis, cientes da ameaça iminente, se dividiram rapidamente em dois grupos, cada um focando em uma das estátuas de gelo que guardavam a entrada da caverna. Bryan e Corey avançaram juntos, enquanto Suya e Lua se moveram em sincronia para enfrentar a segunda estátua.

Bryan, com sua espada empunhada, desferiu um golpe poderoso contra a primeira estátua, sua lâmina cortando o ar com força. O aço encontrou o gelo com um som estridente, mas a estátua, embora rachada pelo impacto, parecia não se abalar. Corey, ao lado de Bryan, deu um poderoso chute na rachadura feita pela lamina de Bryan , O golpe foi preciso, e um pedaço de gelo se quebrou, fazendo a estátua vacilar momentaneamente.

Logo a estatua reagiu ao ataque com uma força avassaladora. Ergueu seu sua espada de gelo desferiu um golpe descendente, obrigando Bryan a bloquear o ataque usando sua própria espada, enquanto Corey desviava rapidamente ,antes que contra atacar novamente. O impacto foi tremendo, e a força da estátua parecia desumana, mas os dois heróis não recuaram.

Bryan e Corey, em sincronia, desferiram um ataque final à primeira estátua. Corey subiu rapidamente pelo braço da estatua atacou com um golpe direto à cabeça da criatura, enquanto Bryan aproveitando a abertura, cortou o núcleo da estátua com sua espada, partindo-a ao meio. A estátua explodiu em fragmentos de gelo que se espalharam pelo chão, derrotada.

No mesmo momento em que abatalha de Bryan e Corey acontecia, , Suya e Lua combinavam suas habilidades. Suya, com seu arco em mãos, disparava flechas infalíveis que atingiam pontos estratégicos na estátua de gelo, rachando sua superfície. Ao mesmo tempo, Lua conjurava suas chamas do elemento luz, que ardiam com uma intensidade quente e brilhante. Ela direcionava o fogo mágico para as rachaduras criadas pelas flechas de Suya, derretendo o gelo e enfraquecendo a estrutura da estátua.

pressionada pelas flechas e fogo de Suya e Lua, tentou contra-atacar, avançando com uma determinação implacável. Suya, ágil, saltou para o lado, evitando uma lâmina de gelo que quase a atingiu. Lua, por sua vez, intensificou suas chamas, criando uma barreira de luz e calor que impediu a estátua de avançar mais.

Simultaneamente, Lua conjurou um último feitiço, canalizando toda a sua energia para intensificar as chamas que envolviam a segunda estátua. Suya, percebendo a oportunidade, disparou uma flecha diretamente no coração da estátua, que já estava enfraquecida pelas chamas. O impacto foi devastador, e a estátua desmoronou em uma pilha de gelo derretido.

Com ambas as estátuas derrotadas, os heróis pararam para recuperar o fôlego. Eles haviam superado o primeiro grande obstáculo da caverna, mas sabiam que ainda tinham um longo caminho, dentro daquela estrutura de gelo e neve, onde a joia mística os aguardava.

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A JOIA MISTICA

Capitulo 30

 Suya, Bryan, Lua, e Corey, após derrotarem os Guardiões de Gelo, seguiram adiante na caverna até uma sala antiga, onde paredes cobertas de escrituras antigas chamaram a atenção de Suya. No centro da sala, uma fonte mágica estava cercada por um círculo de runas, brilhando no chão. 
Suya, sempre curiosa, sugeriu ao grupo que investigassem as inscrições. Ela sabia um pouco sobre escrituras antigas e começou a passar a mão pelas paredes, tentando decifrar o que estava escrito. Lua, por sua vez, se concentrou no círculo mágico ao redor da fonte, tentando entender seu propósito e origem. Bryan e Corey, aproveitando o momento de calmaria, afiavam suas espadas, preparando-se para o que pudesse vir a seguir.

Com a voz de Suya ecoando na caverna, todos pararam para ouvi-la:

Suya: "Eu, o Rei Felipe, cheguei a esta caverna em busca de refúgio do frio e da tempestade. Porém, minha curiosidade me levou a esta sala misteriosa. Aqui, encontrei uma linda fonte no centro. Quase sem água em meu odre, aproximei-me da fonte, e, assim que peguei da água, uma poderosa magia se manifestou, ressoando junto com a joia que eu carregava do meu reino. Essa joia era um símbolo do amor e do poder entre mim e minha amada Ana, uma maga esplêndida. Sua magia era a mais pura, e todo o seu ser estava dentro dessa joia. Eu levava meu amor comigo.

Mas no momento em que toquei na fonte, a joia brilhou intensamente, e parecia que Ana estava renascendo, voltando para o meu lado. Era apenas um reflexo da fonte, do meu maior desejo. Fiquei espantado ao ver a imagem da minha amada refletida na água. Naquele instante, pensei que poderia trazê-la de volta. Usei minha magia e coloquei a joia no fundo da fonte, tentando trazer Ana de volta a este mundo. Mas, infelizmente, fracassei.

Uma terrível maldição caiu sobre este lugar. Meu desejo egoísta de viver para sempre com Ana foi realizado de uma maneira cruel. Após a magia da joia ressoar em harmonia com a da fonte, uma criatura surgiu. Não era humana, mas falava de forma engraçada. Ele se apresentou como um Mago do Tempo e disse que a caverna onde estou se chama Cronos. Ele me explicou que o tempo aqui dentro passa de forma completamente diferente do mundo lá fora. Ele disse que, neste momento em que escrevo minha história, já tenho 200 anos de vida, mesmo que pareçam poucos minutos desde que entrei nesta caverna com 50 anos.

Eu me espantei, mas não envelheci de forma normal. Minha aparência permaneceu a mesma de quando cheguei. O Mago do Tempo então me propôs algo inimaginável: eu poderia voltar à época de minha amada e reviver os bons momentos com ela. Contudo, minha vida atual terminaria aqui nesta caverna. Ninguém mais saberá que parti. Meus filhos acharão que os abandonei.

Deixo apenas esta história e um pedido para quem a encontrar: leve meu corpo, se possível, de volta à minha família. Assim que atravessar a linha do tempo, não poderei mais retornar a esta época. Deixarei a pedra no fundo da fonte, para aqueles que, como eu, desejarem e ousarem encontrar seu amor além do tempo.”

Após terminar de ler a história do Rei Felipe, Suya notou uma nova inscrição gravada logo abaixo. Com uma expressão séria, ela continuou a leitura em voz alta, mas agora com um tom mais grave e cheio de alerta:

"Atenção, aquele que tentar retirar a joia que está no fundo da fonte. Esteja ciente de que seu inimigo será o próprio tempo. Não confiem na criatura que surge da pedra, pois seu poder está além da compreensão."

As palavras ressoaram pela caverna, trazendo uma sensação de inquietação. Suya franziu a testa, ponderando o perigo que aquelas palavras sugeriam. O grupo ficou em silêncio, ciente de que estavam lidando com forças muito além do que poderiam imaginar. O aviso do Rei Felipe parecia ser uma última tentativa de proteger qualquer aventureiro que, como ele, se deixasse levar pelo desejo de desafiar o tempo em busca de algo impossível.


Corey, com uma expressão de curiosidade misturada com preocupação, levantou a voz, quebrando o silêncio pesado que se seguiu à leitura:

"Será que essa é a joia mística que Suya está em busca?"

Suya, ainda absorvendo a gravidade das palavras do Rei Felipe, voltou-se para Corey com um olhar pensativo. Ela ponderou por um momento, antes de responder:

"Pode ser. A descrição da joia que o Rei Felipe carregava é semelhante àquela que estou procurando. A joia que ele menciona é capaz de conceder desejos, a mesma a que estou em busca.

Mas a advertência que ele deixou é clara: o tempo é um inimigo formidável e a criatura que surge da pedra possui um poder incompreensível. Precisamos ser extremamente cuidadosos."

Bryan, que estava ouvindo atentamente, adicionou com um tom pragmático:

"Se realmente estamos lidando com a joia que você procura, precisamos avaliar se o risco vale a pena. A advertência é grave, e podemos enfrentar consequências que não imaginamos."

Lua, após analisar o círculo mágico que envolvia a fonte, dirigiu-se ao grupo com uma expressão grave:

"Este círculo é uma barreira mágica extremamente poderosa. Ele mantém seres mágicos longe da fonte, o que significa que não conseguiremos desfazê-la com nossa própria magia. Porém, talvez alguém sem habilidades mágicas possa atravessar a barreira."

Suya, ainda refletindo sobre as palavras do Rei Felipe e os novos detalhes revelados, respondeu:

"Em meu reino, a lenda sobre a joia mística é que ela contém um poder imenso, capaz até mesmo de realizar desejos insanos. O desejo do Rei Felipe, como ele mencionou, era trazer de volta sua amada. Mas, em vez de concretizar seu desejo, o que ele conseguiu foi ser transportado para outro tempo onde sua amada estava. O poder da joia é tão grande que os Reis de Grimor querem-na de volta, mas não sabemos qual é a real intenção deles. Sinceramente, acho que não devemos levar a joia, especialmente se o tempo aqui pode se tornar nosso inimigo. Não somos capazes de enfrentá-lo."

Enquanto a discussão prosseguia, Corey se aproximou da fonte, sua espada em mãos, e, com uma expressão decidida, se virou para Suya, Bryan e Lua:

"Desculpem-me, Suya, desculpem-me a todos, mas não cheguei até aqui para voltar de mãos vazias. Como Suya abriu mão de levar a joia de volta, eu vou tomá-la para mim. Levarei a joia de volta para minha rainha, Drakania."

Bryan, tomado pela determinação de impedir Corey de pegar a joia, ergueu sua espada em direção ao próprio irmão. A tensão entre os dois era palpável, e logo começaram a lutar com ferocidade. O clangor das espadas ecoava pela caverna enquanto eles se enfrentavam. Corey, apesar da fúria e da dor, lutava com uma determinação implacável e, no final, saiu vitorioso. Com um movimento decisivo, Corey apontou sua espada contra Bryan, forçando-o a desistir.


Enquanto Bryan recuava, Corey, agora dentro da barreira mágica, alcançou a joia e a apanhou com firmeza. Bryan, ainda em estado de choque e dor, levantou-se e correu na direção de Corey, tentando arrancar a joia de suas mãos. No momento em que ambos tocaram a pedra, um brilho intenso e vermelho emanou dela, e, com um estalo repentino, Bryan e Corey desapareceram instantaneamente diante dos olhos atônitos de Suya e Lua.

Suya e Lua ficaram paralisadas, incapazes de acreditar no que acabara de acontecer. Lua, tentando recuperar a compostura, tentou lançar um feitiço de localização para encontrar os dois irmãos, mas falhou, pois a magia da fonte parecia interferir em suas tentativas.

Antes que pudessem tentar algo mais, a fonte começou a brilhar intensamente. Uma criatura não humana surgiu diante delas, sua presença imponente preenchendo o espaço da caverna. Suya, agindo rapidamente, sacou seu arco, enquanto Lua preparava uma bola de fogo nas mãos.



A criatura, com um sorriso enigmático e uma risada que soava quase musical, se apresentou:

"Não precisam ter medo. Meu nome é MaouCron, sou um mago do tempo, e vim lhes oferecer um desejo, por me libertarem."

Lua, com uma expressão carregada de frustração e urgência, se adiantou e questionou o mago

***Lua: "*Mas onde estão Corey e Bryan? O que aconteceu com eles?”

MaouCron, com um sorriso enigmático, respondeu: "Eles não estão mais nesse tempo.”

Suya, confusa e alarmada, interrompeu: Como assim? Você está nos dizendo que eles estão em outra época?”

O mago acenou com a cabeça, confirmando a afirmação. Então, ele ofereceu uma solução.

MaouCron: “Vocês podem usar o desejo para se juntarem a eles.”

Suya e Lua se entreolharam, e um entendimento silencioso passou entre elas. Ambas confirmaram, com uma determinação renovada

Lua: "Sim, queremos ir para onde Corey e Bryan estão.”

MaouCron então abriu um portal brilhante e cintilante atrás de si. A luz emanava do portal, criando uma sensação de atração e mistério. Sem hesitar, Suya e Lua atravessaram o portal, sentindo uma sensação de deslocamento e transformação enquanto eram transportadas para uma nova era.

Continua em CRONOS.

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Quero Agradecer a Lua Olivën, Bryan Kirby e Corey Kirby

Pelas participações desta obra, chegamos ao fim da aventura no Reino de Grimor, mas continuaremos em Cronos. vejo voces la :3

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